Moimenta da Beira: Investigador alerta para o problema do envelhecimento do país

por Rua Direita | 2015.06.04 - 14:58

 

 

Ao contrário do que se diz, Portugal não é um país de baixa densidade, comparado com outros, como os escandinavos. “O problema é o envelhecimento, que tem de ser atacado já, caso contrário será uma catástrofe”. O alerta foi lançado em Moimenta da Beira, quinta-feira passada, 28 de maio, primeiro dia das Jornadas “Cidadania em acção”, por Eduardo Anselmo de Castro, licenciado em Engenharia Civil, em Coimbra, depois em Geografia Humana e Planeamento Local e Regional e ainda em Economia Regional, na Universidade de Aveiro, onde fez o mestrado e o doutoramento e onde é investigador e professor no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território, e coordenador também da Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas assim como do Grupo de Estudos em Território e Inovação.

Eduardo Anselmo diz que as políticas de inversão do envelhecimento do país devem ser implementadas já. “É preciso começar a trabalhar imediatamente e não esperar mais tempo”, avisa o investigador, que alarga as fronteiras de Portugal envelhecido para todo o espaço da Península Ibérica. “A Espanha também está envelhecida”.

Num estudo que coordenou e que perspectiva Portugal em 2040, o cenário é negro. “A região do Douro perderá 40 mil pessoas, passará de 205 mil para 164 mil”, lembra, alertando que o PIB de 2040 estará ao nível de 2011 e que a força do trabalho terá menos um milhão de pessoas. Uma das soluções que poderá conter os jovens nas regiões do interior será a manutenção (ou criação) de estabelecimentos de ensino superior (universidades e politécnicos)

Na intervenção que proferiu, Eduardo Anselmo criticou ainda o dinheiro desbaratado em cursos de formação profissional vindo do Fundo Social Europeu. “Não serviu para nada. Foi dinheiro mal gasto”, disse.

No mesmo painel da manhã do primeiro dia das jornadas, “Desenvolvimento Sustentável nos Territórios de Baixa Densidade”, falaram ainda Artur Cristóvão, vice-reitor da UTAD; José Junqueiro, deputado à Assembleia da República; José António Barros, da direcção da Confederação Empresarial de Portugal; e Frederico Lucas, empreendedor social e criador do projecto “Novos Povoadores”.

À tarde, sobre os “Desafios em prol do Envelhecimento Activo”, discursaram António Fonseca, da Universidade Católica; Helena Pedrosa, neuro-psicóloga; Crsitina Requeijo, enfermeira; Ana Cláudia Magalhães e Ana Carolina Martins, médicas, Andreia Correia, professora de música e Jorge Proença, professor de desporto; e Rosa Valério, Assistente Social.

Na sexta-feira, 29 de maio, último dia das jornadas, a propósito das “Iniciativas Intergeracionais, Educação e Família”, o painel foi composto por Ana Cardoso, membro do Centro de Estudos Sociais; Margarida Torres, coordenadora do projecto  de Viana do Castelo ‘Saudável’; Cristina Fonseca, da Associação Quero-te Muito; Lina Coelho, da Universidade de Coimbra; e Sandra Antunes, coordenadora do curso de Serviço Social da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego.

 

Rui Bondoso (Gabinete de Comunicação)

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