«Mangualde, o nosso património!» – As Poldras da Ribeira de Ludares

por Rua Direita | 2014.09.16 - 09:45

 

 

População fica mais próxima do património do concelho

A campanha da Câmara Municipal de Mangualde «Mangualde, o nosso património!» continua a dar a conhecer o vasto património do concelho. Para aproximar a população do património mangualdense, esta quinzena o destaque vai para as Poldras da Ribeira de Ludares, em Germil.

 

 

As Poldras da Ribeira de Ludares, em Germil

É incerto o momento em que o homem construiu, a partir de um esforço de conceptualização, a primeira travessia ou ponte sobre cursos de água. Não dispondo de conhecimentos, técnicas e tecnologias que permitissem a edificação de estruturas complexas como as pontes, e impelido a deslocar-se na busca de novas zonas de caça, de alimento ou de novos abrigos para a sua sobrevivência, a solução passava por imitar as “criações” casuais da Natureza. Depois dos troncos de árvores, e a par das pontes de tipo “clapper bridges”, as “poldras” serão tipos de construção provenientes, certamente, da Pré-história.

Vencendo os condicionalismos impostos pelos cursos de água, e apresentando formatos, tamanhos e engenhosas técnicas de construção, as poldras possibilitaram o cultivo, a pastorícia e as comunicações entre margens. Do afastamento se faz ligação. Longe de constituírem exemplares únicos ou de raridade, são modelos de singularidade do engenho e da arte da conversão da Natureza à vontade humana, testemunhando a relação viva entre Homem e meio físico.

Paralelamente, são também depoimento de técnicas construtivas ancestrais; referencial de formas arcaicas de vida para memória futura, Elemento material antrópico, as poldras ajudam a explicar a vivência humana, em múltiplas dimensões. As poldras da Ribeira de Ludares, em Germil, mudas, contam uma história.

António Tavares – Gabinete de gestão e programação do património e cultura

 

Com esta campanha todos ficam mais próximos de todo o esplendor patrimonial do nosso concelho. Nesse sentido, continuam a ser colocados cartazes em vários pontos de encontro do concelho e está disponível no site e na Câmara Municipal informação sobre o monumento/património apresentado. O património material e imaterial vai sendo apresentado com uma periodicidade quinzenal e consoante a categoria com a qual foi classificado: arqueologia, pelourinhos, fontes, palacetes e religiosos, bem como outros bens patrimoniais. Cada categoria será representada por uma cor que a distingue das restantes.

 

Foram vários os bens patrimoniais já destacados, passamos a referir apenas os mais recentes. Assim, no mês de janeiro foram apresentados o Solar de Almeidinha e a Janela Manuelina de Canelas. Em fevereiro foi a vez do Passadiço…ou casas do passadiço e da Igreja de São Pedro de Espinho. As últimas campanhas deram a conhecer a Orca dos Padrões… sepulcros d’outrora, o Forno de pão…símbolo de formas de vida passadas, as materialidades das identidades, as presenças barrocas na arquitetura, a Casa de Pedro Álvares Cabral, as ‘Memórias de outros tempos…’, a antiga estrutura de lixiviação e a Fonte de Gandufe.

 

 

Foto de António Tavares

 

Sofia Monteiro

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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