O forno de pão da Corvaceira em Mangualde… Um símbolo de formas de vida passadas

por Rua Direita | 2014.03.17 - 19:05

A campanha da Câmara Municipal de Mangualde “Mangualde, o nosso património!” continua a dar a conhecer o vasto património do concelho. O monumento em destaque esta quinzena é o Forno de pão…símbolo de formas de vida passadas, mais um exemplar que aproxima a população do património mangualdense.

Forno de pão…símbolo de formas de vida passadas

A vida nas aldeias assume, ainda, alguns traços de vivências comunitárias. É em grupo, em comunidade que muitas das tarefas quotidianas, essencialmente ligadas à agricultura, se fazem. Nesta região da antiga Beira Alta, pese embora o forte e marcado sentido de propriedade privada, não é raro assistir-se à entreajuda, desde as sementeiras às colheitas, ao empréstimo de alfaias agrícolas, etc.. São hábitos, secularmente enraizados, que conferem matiz identitária a estas gentes. O forno de cozer o pão é bem o ícone dessa vida comunitária que, aqui e ali, teima em persistir.

Este exemplar, recentemente requalificado, integra-se na paisagem urbana da aldeia de Corvaceira, localidade da actual União de Freguesias de Tavares, outrora do concelho de Tavares, na parte nordeste do concelho de Mangualde. Convive paredes meias com as habitações, com o dia-a-dia vivido a um ritmo onde o tempo parece não ter pressa em passar.

O forno faz-se notar pela magnífica chaminé, cujo modelo arquitectónico é característico da industrialização. É como se a chaminé, altiva, prenunciasse, imprudentemente, o fim do forno e de uma certa forma de vida.

António Tavares

Gabinete de Gestão e Programação do Património e Cultura

O primeiro monumento a ser apresentado foi a Capela da Nª Sr.ª do Desterro ou Capela do Rebelo, seguindo-se o Dólmen da Cunha Baixa, o Reservatório de água de Espinho, o fabrico artesanal do queijo, a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, o Abrigo de Pastor, Villa Gloria, Via Romana dos Barreiros, Citânia da Raposeira – Ruínas Romanas, Adelino Amaral – Armazém de Lanifícios, Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, Estelas Funerárias de Abrunhosa do Mato, Alminhas, testemunho de fé popular, Casa dos Albuquerques, na Cidade de Mangualde, Cineteatro, Igreja de São Julião – Matriz de Mangualde, Pelourinho de Chãs de Tavares de Mangualde, Espigueiro de Fornos de Maceira Dão, Sepultura da Peliteira, Casa de Mansarda, Prensa manual – património industrial, Igreja da Misericórdia, Poldras… travessias milenares, Capela do Senhor do Calvário em Abrunhosa do Mato, medieval Torre de Gandufe, Palácio dos Condes, Colégio de São José e Nora…tecnologia abandonada, o Retábulo de São Lourenço, em Tibaldinho, a arquitetura quinhentista de Abrunhosa-a-Velha, a Casa “entrincheirada” de Terras de Tavares, o Pelourinho de Abrunhosa-a-Velha, os Elementos Perdidos… (edificado com revestimento por placas de xisto), a Ermida de Nª Sr.ª de Cervães, a Torre do Relógio Velho e a Igreja de Nª Sr.ª de Assunção da Vila de Chãs de Tavares. No mês de janeiro foram apresentados o Solar de Almeidinha e a Janela Manuelina de Canelas. Em fevereiro foi a vez do Passadiço…ou casas do passadiço e da Igreja de São Pedro de Espinho. A última campanha deu a conhecer a Orca dos Padrões… sepulcros d’outrora.

Com esta campanha todos ficam mais próximos de todo o esplendor patrimonial do nosso concelho. Nesse sentido, continuam a ser colocados cartazes em vários pontos de encontro do concelho e está disponível no site e na Câmara Municipal informação sobre o monumento/património apresentado. O património material e imaterial vai sendo apresentado com uma periodicidade quinzenal e consoante a categoria com a qual foi classificado: arqueologia, pelourinhos, fontes, palacetes e religiosos, bem como outros bens patrimoniais. Cada categoria será representada por uma cor que a distingue das restantes.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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