Gastronomia tradicional de Sernancelhe – 1º Festival das Sopas 14, 15 e 16 de fevereiro

por Rua Direita | 2014.01.29 - 15:27

O Município de Sernancelhe vai promover, nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, no Expo Salão, o primeiro Festival das Sopas de Sernancelhe. Procurando que este evento seja, em primeiro lugar, uma manifestação cultural autêntica, a organização pretende também que seja o primeiro passo para que muitas das sopas que explicam a nossa tradição sejam revitalizadas, as suas receitas reintegradas na cozinha local e regional, e que a diversidade da oferta gastronómica seja cada vez maior e mais rica.

Durante três dias, o Festival das Sopas, que terá entrada livre e doze sopas em prova, contará com uma exposição etnográfica das artes e dos ofícios de antigamente, onde não faltarão cenários como as antigas cozinhas da aldeia, as tabernas e os espaços agrícolas típicos dos meios rurais.

Num território de fortes tradições, reconhecidas manifestações culturais, personalidades célebres das artes e das letras nacionais e onde produtos como a castanha e o granito são cartões-de-visita, com créditos firmados nos mercados dos quatro cantos do Mundo, Sernancelhe pretende reafirmar as suas potencialidades gastronómicas, assentes ainda em forte tradição popular, que urge ser inventariada, preservada e divulgada.

Por isso, este primeiro Festival das Sopas conjuga a vertente gastronómica com  a etnográfica, ao promover um Encontro de Ranchos, estando prevista a atuação de mais de uma dezena de ranchos do Norte do País.

Tirando proveito do magnífico espaço do Expo Salão, e com a colaboração de associações, juntas de freguesia, restaurantes locais, contando com o extraordinário contributo da Escola Profissional de Sernancelhe e com os alunos e formadores do curso de Cozinha e Restaurante/Bar, o Município de Sernancelhe pretende que o fim de semana de 14, 15 e 16 fevereiro ganhe espaço no calendário nacional de eventos de matriz rural.

A cultura de Sernancelhe e as suas figuras maiores, como Aquilino Ribeiro, também estarão em destaque, já que das suas obras sobressaem muitos testemunhos da importância que a sopa tinha para a nossa terra. Descrevendo uma malhada, tarefa agrícola árdua, de grande desgaste físico, Aquilino Ribeiro descreve no livro “Terras do Demo”, a ceia que os donos da casa forneciam aos seus trabalhadores, comprovando-se o papel histórico da sopa: “O comer era à lauta, do melhor, caldo de leite com abóbora, sopa doce, arroz com gravanços, reixelo guisado com trigo, iguarias estas de provar e chorar por mais. Punha-se à prova o dedo das cozinheiras!”

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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