Festival de Jazz de Viseu mais internacional e mais próximo da comunidade

por Rua Direita | 2015.07.08 - 11:16

 

 

“Com a edição deste ano queremos chegar a mais públicos e por isso reforçamos a comunicação do festival com uma provocação, que serve também de subtítulo ao festival. Que Jazz é este? Há tanto dentro da música, em particular do jazz. Sabemos que podemos surpreender o público que vai a um concerto ou que assiste a um dos projetos com a comunidade. Sabemos que os podemos levar a colocar esta questão. Que Jazz é este? Para a edição deste ano, continuamos com o objetivo de divulgar música de qualidade, seja ela proveniente de grupos profissionais ou amadores. A bitola é sempre essa. Pretendemos dar uma dimensão mais internacional ao festival. Uma vontade que se concretiza na programação de três grandes concertos com grupos ou músicos internacionais reconhecidos. A formação vai continuar a assumir uma componente muito forte neste festival. O desenvolvimento de projetos com a comunidade marca uma vez mais este evento, e que a meu ver, diferencia este festival de outros que são realizados. Pois, são os projetos paralelos que conferem ao festival uma identidade coletiva, mas que reflete diversas e diferentes realidades.”

Referiu Ana Bento, dirigente da Associação Gira Sol Azul, durante a conferência de imprensa de apresentação da 3.ª edição do Festival de Jazz de Viseu.

 

Depois de duas excelentes edições repletas de público, a edição deste ano procura manter as linhas orientadoras já traçadas (divulgar a música de qualidade com o jazz como mote ideal; promover episódios de formação selecionada e perspetiva aberta; incentivar e investir em músicos e grupos da região apoiando a mostra do seu trabalho; envolver ativamente as comunidades mais e menos inusitadas; descentralização do festival criando trocas e oportunidades de trabalho com as freguesias circundantes), mas aposta ainda na consolidação da dimensão internacional do Festival de Jazz de Viseu, convidando além-fronteiras músicos e coletivos de topo.

Em 2015, o festival mantém o formato de concertos da anterior edição. Um Grande Palco, no Parque Aquilino Ribeiro, por onde passará o pianista Jason Rebello ao lado da notável voz de Joy Rose. O primeiro trabalhou e tocou durante vários anos ao lado de Sting e acompanha o guitarrista Jeff Beck, a segunda destaca-se também na colaboração com Sting e obra feita com os Incognito. Ainda de Inglaterra vem, a convite do Coletivo Gira Sol Azul, o trompetista londrino Freddie Gavita, músico residente do célebre Ronnie Scott’s Club, tido como um dos valores emergentes na presente cena musical britânica, trabalhando tanto em jazz como com nomes cimeiros da pop.

De França, o multi-instrumentista e incansável Christophe Cravero traz-nos o seu mais recente álbum Elegant Elephant em trio. Este pianista, que já tocou por todo o mundo ao lado de um dos grandes bateristas da história da música norte-americana, Billy Cobham, é um dotado compositor que constantemente passa de um instrumento para o outro nas suas criações, oferecendo-nos uma cascata de universos musicais.

O Palco After Hours, no Mercado 2 de maio, mostra alguns dos melhores e mais importantes nomes da música nacional atual, quer na área do jazz, quer como colaboradores de músicos e grupos nacionais da pop, o rock ou o fado. A saber: Hitchpop (João Guimarães, Miguel Ramos, Marcos Cavaleiro) com o seu primeiro álbum na calha, Bruno Macedo Quarteto (Bruno M., Pedro Neves, Miguel Ângelo, Leandro Leonet) com o seu álbum de estreia “8 mm” e ainda Evyl (Luís Lapa, Yuri Daniel, Vicky) que nos brinda, ao vibe da música original do viseense Luís Lapa, com três dos mais experientes e prestigiados músicos do nosso país.

Destaque ainda para um concerto intimista com o duo local Azul Espiga no Museu Grão Vasco; a exposição-jogo, desenvolvida por Ana Seia, dedicada à antiga Orquestra Cine Jazz de Viseu, espalhada por nove espaços do centro histórico; música em movimento com os Chinfrim; a Rádio Rossio, com cinco locutores diferentes, emite ao vivo a partir da Praça da República; jam session noite dentro; DJ set com Os Piores DJs do Mundo; um concerto-baile com os Bruce Brothers; diversas e importantes ofertas de formação, e ainda a Viseu JukeBody, obra de arte musical e plástica de cariz itinerante realizada com comunidades locais e fruto da colaboração entre a música Ana Bento e a artista plástica portuense Dona Pata.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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