Expodemo: concertos de música de Angola, Brasil e Portugal

por Rua Direita | 2015.09.03 - 11:21

 

 

São seis músicos em concertos a solo pelo recinto da Expodemo, em palcos improvisados, dias 25 e 26 de setembro. Vão actuar para deslumbrar o público com sons de Angola, do Brasil e de Portugal, sons e ritmos muitas vezes alternativos, originais, intensos, que brilham, encantam e fazem bem à alma.

Na música, tal como na economia e nos negócios, com as representações, a alto nível, das embaixadas da China e do Brasil, e da Aicep (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), a “Expodemo – Mostra de Produtos, Actividades e Serviços da Região”, que se realiza em Moimenta da Beira de 25 a 27 de setembro de 2015, abre-se ao mundo cada vez mais.

 

Breves biografias dos seis músicos:

Firmino Pascoal (Angola) – Nasceu no Dondo, cidade a 180 km de Luanda, Angola, e é músico desde menino. Começa pelo canto, depois a paixão pela percussão, prosseguindo e desenvolvendo a sua carreira como músico e autor de música de raiz étnica africana com o projecto ‘Lindu Mona’, cruzando as sonoridades da sua infância africana com as da sua adolescência europeia. Embora tenha começado a cantar sons mais pop, a atenção musical direcciona-se para o afro music. “Uma parte de mim está ligada à música portuguesa, seja ela folclore ou não”, conta Firmino Pascoal, ‘fiz rock sinfónico na génese do rock cantado em português e isto numa altura em que se ouvia Genesis, Pink Floyd, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Tina Turner ou Diana Ross”. Mas por ser um angolano na diáspora, Firmino vê necessidade de impor na sua música referências à sua terra natal embora tenha um gosto musical alargado.

 

Hugo “Pé Descalço” (Portugal) – Tem um projecto a solo onde tenta passar todo o feeling do blues, batendo o pé, abanando a cabeça e fazendo expressões faciais típicas do músico que sente o que o seu instrumento diz. Hugo Silva acredita que a música deve ser dançada, sentida, transcendendo tanto o homem como o instrumento. Corre atrás do mesmo sentimento que lhe permite viajar, passando de mero homem a algo mais. Da pele de galinha, do movimento incessante do seu corpo e do pormenor que torna algo único. Através da guitarra, voz, harmónica e stompbox, este one-man band, tenta isto tudo sempre num tom descontraído. É uma viagem em constante mutação, é estar descalço porque se sente o chão que se pisa, é a partilha, é ter o rock cá dentro e ter que o libertar. É uma biografia metafórica porque torna tudo mais bonito. Assim o é também com a música.

 

Léo Diniz (Brasil) – O cantor, compositor, violonista, actor e produtor cultural Léo Diniz é natural da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Desde Julho de 2008 reside em Lisboa, Portugal. Autodidata, com 20 anos de carreira artística, lançou 3 Cd’s e tem incontáveis concertos em bares, restaurantes, teatros, festivais e programas de rádio e televisão. Como produtor cultural, destacou-se pelos projectos socioculturais “Banda Mineira de caixinhas de fósforos e (“afins”),” e os álbuns “Entreposto Anti-Pagador” e “Reciclado reembalado e para viagem”, todos esses, utilizando da reciclagem de lixo para a confecção de instrumentos musicais e para a produção de capas de cd’s. No concerto “Sambossa Clube”, sempre acompanhado por experientes músicos, Léo Diniz apresenta um repertório de sambas e “bossas” dos principais compositores brasileiros, com destaque para Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque de Holanda.

 

Carlos Clara Gomes (Portugal) – Nasceu em Viseu, é Cantautor, Compositor, Dramaturgo e Encenador. É director artístico da “Companhia DeMente”. Ao longo de mais de quatro décadas, repartiu a sua carreira pela autoria de música de cena para quase 100 espectáculos de teatro, ópera popular, dança e vídeo, para além dos muitos concertos musicais que dirigiu, bem como pela dramaturgia e encenação. Obras já publicadas: Ópera do Bandoleiro, ACERT/GESTO, 1994; Auto da Fonte dos Amores, Pedro e Inês, Tradisom 2011; Crónicas do Inverno, Edições Esgotadas, 2013.

 

André Viegas (Portugal) – Faz parte de um projecto musical que tem como objectivo basilar divulgar a Gaita-de-fole Mirandesa assim como a música tradicional portuguesa. Foi através de recolhas e adaptações modernas feitas por imensos músicos portugueses, ao longo das duas últimas décadas, que se conseguiu trazer a música antiga com uma nova cara, de forma a cativar todas as gerações, assim como também realçar a importância da preservação deste género musical.

 

Rodrik (Portugal) – É um músico que escolheu começar pela música através do Didgeridoo (instrumento de sopro dos aborígenes australianos), cujo som sempre o atraiu. Com formação maioritariamente auto-didacta, Rodrik marcou presença em diversos workshops dirigidos pelos maiores mestres do didgeridoo a nível mundial. Teve também uma intensa e rica passagem por uma escola de jazz em Lisboa, onde adquiriu através da guitarra, o conhecimento de teoria musical suficiente para perceber algumas fórmulas, regras e estruturas musicais que o ajudaram a desenvolver a sua própria música, procurando sempre desenvolver uma linguagem própria, através da utilização e fusão de vários instrumentos e sonoridades, quebrando qualquer tipo de barreira cultural e musical… Actualmente são, para além do didgeridoo, a guitarra, pandeiro, berimbau entre outras percussões, kalimbas, teclas (midi),etc..os instrumentos escolhidos por si para explorar e criar as suas próprias composições.

 

Rui Bondoso

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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