Escaravelho da palmeira – Prevenção

por Rua Direita | 2016.03.11 - 16:52

CÂMARA DE MANGUALDE ALERTA

PARA OS CUIDADOS A TER NA PREVENÇÃO

E COMBATE DO ESCARAVELHO DA PALMEIRA

EVITE PROBLEMAS PARA O ECOSSISTEMA E PARA A SAÚDE PÚBLICA

 

Consciente dos problemas para o ecossistema e para a saúde pública que o “escaravelho da palmeira” pode causar, a Câmara Municipal de Mangualde alerta para os principais sintomas a detetar e para as principais formas de o combater.

 

O “escaravelho da palmeira”, também conhecido como “escaravelho vermelho”, ataca diversas espécies de palmeiras provocando estragos importantes que podem conduzir à sua morte. Alguns dos sintomas que nos permitem detetar a eventual presença do inseto são: folíolos roídos e desiguais, em particular nas folhas centrais – aspeto serrilhado, folhas centrais pendentes, facilmente destacáveis, orifícios e galerias na base das folhas, também visíveis na zona de corte das podas, presença de larvas e/ou casulos com pupas ou adultos na base das folhas, coroa desguarnecida de folhas jovens no topo, coroa com aspeto achatado pelo descaimento das folhas centrais – aspeto chapéu-de-chuva aberto.

Se estes sintomas se verificarem é urgente tomar medidas. Assim, no caso das palmeiras muito infestadas ou mortas deverá proceder-se ao abate e destruição da mesma. Contudo, deverá ser tratada com produto homologado antes do corte para evitar dispersão dos adultos no momento do abate. Este tratamento pode ser dispensado se o abate for efetuado entre Novembro e Fevereiro. Após eliminação das folhas, cortar a coroa e o espique até não se observarem galerias da praga na zona de corte, aplicar pasta cicatrizante com ação inseticida na zona de corte do espique, recolher todos os materiais e resíduos (p.e. – casulos) resultantes do abate, destruir no local por queima, trituração ou aterro a pelo menos 2 metros de profundidade. Na impossibilidade de destruir no local, o transporte deve ser efetuado em camião fechado ou coberto com lona

ou rede que evite a dispersão de insetos, devendo a destruição (queima, trituração ou aterro) decorrer com a maior brevidade possível.

No caso das palmeiras com sintomas leves ou pouco infestadas deverá efetuar uma poda sanitária e tratamentos fitossanitários, de forma a eliminar todas as folhas que apresentem orifícios ou galerias provocadas pela atividade das larvas e proceder à limpeza de toda a parte afetada da palmeira até chegar aos tecidos sãos, tendo o cuidado de não danificar o gomo apical.

Por fim, no caso das palmeiras sem sintomas visíveis, deverão ser aplicadas medidas culturais preventivas e, se houver risco fitossanitário, tratamentos fitossanitários. A poda deverá ser feita entre novembro e fevereiro.

Podar só as folhas secas, evitando podas excessivas (tipo “ananás”), deverá efetuar cortes lisos e não lascados, destruir por queima, trituração ou enterramento os resíduos resultantes da poda. Se necessário o corte de folhas verdes, proteger a superfície de corte com pasta cicatrizante com ação inseticida. Se localizadas nas proximidades de exemplares atacados, efetuar tratamentos fitossanitários.

 

 

Mais informações em www.cmmangualde.pt

 

 

 

Sofia Monteiro

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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