Deputados do PS visitam as termas de S. Pedro do Sul

por Rua Direita | 2014.03.17 - 21:05

Os deputados José Junqueiro e Acácio Pinto visitaram hoje as termas de S. Pedro do Sul, os dois balneários e reuniram-se com a câmara municipal, presidida por Vitor Figueiredo, a Termalistur, e empresários locais, enquadrada no projeto Novo Rumo para a Saúde.

Neste âmbito, realizar-se-á no Porto, sábado, uma conferência cujo primeiro painel temático, será “Contribuição da Saúde para o crescimento económico”.

As termas de S. Pedro do Sul, de longe as mais frequentadas a nível nacional, reúnem mais aquistas do que todas as outras existentes na região centro, tendo chegado já a receber 24 mil. O ano de 2013 fechou com apenas 15 mil, facto que revela a dificuldade de acesso a estes equipamentos de saúde, bem como o declínio da atividade económica local. Só nos balneários, no pico da procura, chegaram a trabalhar mais de 220 pessoas.

O facto de estes tratamentos terem deixado de ter qualquer comparticipação da ADSE e do SNS é um dos maiores constrangimentos. Em matéria fiscal as deduções ao IRS também ficaram prejudicadas e tiveram idêntica decisão. Também o turismo de saúde, Sénior, promovido pelo Inatel, acabou. Estes factos, no seu conjunto, revelam que a política de restrição seguida fez entrar em défice todo o setor com uma preocupante acumulação de desemprego.

A realidade termal é um recurso natural precioso, habilitante, entre outras realidades, de uma política preventiva na saúde, de cuidados primários, intergeracional, promovendo a utilização regular destes equipamentos durante todo o ano. Por isso, toda a comunidade envolvida, desde os profissionais de saúde, os utentes e empresários, entendem como prioritário a revisão da intervenção da ADSE e do SNS, da política fiscal e do envolvimento dos representantes do setor e autarcas na definição de uma estratégia no próximo quadro comunitário de apoio.

Num momento em que economia precisa de melhores oportunidades e as pessoas de melhor acesso à saúde, em que mais emprego significa menor atribuição de subsídios e aumento virtuoso da receita por via fiscal;

E num momento em que melhor prevenção significa menos episódios agudos, menos urgências, menos medicamentos, menos dias de baixa por doença, é inelutável que o caminho seguido até aqui foi um erro grosseiro.

Assim, a austeridade muito para além do exigido pela Troika no período 2012-2104: Troika: 925 M€ Governo: 1,492 M€ Dif. +567 M€ (+61%) teve, para além destas consequências, o efeito de quase 40% dos Portugueses, do seu agregado familiar,  não conseguirem fazer face às despesas de saúde e que um em cada cinco Portugueses deixou de ir ao médico por motivos monetários.

Este diagnóstico e estas propostas serão levados a debate pelos deputados no âmbito da Assembleia da República e dos debates e conferências públicas a realizar no âmbito do projeto Novo Rumo para a Saúde.

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