Cerimónia, livro e exposição marcam evocação dos 40 anos de Poder Local Democrático em Moimenta da Beira

por Rua Direita | 2016.12.21 - 10:21

 

 

Auditório repleto. Reencontro de antigos autarcas. Discursos emocionados que fizeram levantar a plateia, por duas vezes, para aplausos sentidos. Um livro que narra e deixa para o futuro imagens, testemunhos, histórias e muita investigação. E finalmente uma inauguração de uma galeria de fotografias permanente com os rostos (e algumas assinaturas) de todos os presidentes da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, desde a implantação da República (1910). 21 no total.

Foi uma tarde cheia de momentos fortes, vivida sábado passado, 17 de dezembro, com a comemoração dos 40 anos de Poder Local Democrático em Moimenta da Beira, iniciativa que ficou assinalada em placa evocativa da efeméride cravada para a posteridade no átrio dos Paços do Concelho, placa descerrada de forma sincrónica pelo atual e antigos presidentes: Manuel Ferreira Pinto, Alexandre Gomes Cardia, José Agostinho Gomes Correia e José Eduardo Ferreira.

Não havia melhor maneira de celebrar os 40 anos de Poder Local Democrático, homenageando todos os eleitos locais”, lembrou Alcides Sarmento, presidente da Assembleia Municipal, o primeiro dos oradores.

Já tem uma idade adulta, mas o Poder Local Democrático ainda vive fragilidades, muito por causa da falta de vias de comunicação no interior”, sublinhou António Reis, deputado municipal.

A regionalização ainda está por cumprir, violando a própria Constituição da República Portuguesa, facto incompreensível”, denunciou Maria Emília Martins Costa, deputada municipal.

Importa sublinhar, nestes 40 anos, a seriedade como palavra-chave, seriedade no exercício de funções de todos os autarcas eleitos em Moimenta da Beira”, destacou Cristiano Coelho, vereador.

Antes do 25 de abril de 1974 não havia dinheiro para nada, estava tudo por fazer. Depois da Revolução mudou tudo, para melhor”, lembrou José Gomes Natário, ex-presidente da Junta de Freguesia de Peva, hoje com 90 anos de idade, o mais antigo autarca presente na sala, que arrancou da assistência a primeira ovação de pé.

“Sinto uma satisfação sem limite sempre que me lembro da ajuda prestada aos outros, e do serviço público que contribuiu para o progresso do concelho”, disse Manuel Ferreira Pinto, o primeiro presidente da Câmara eleito em democracia.

O investimento no desenvolvimento dos territórios não deve ser feito só pelo Poder Local, o Poder Central deve também dar o seu contributo”, enfatizou José Agostinho Gomes Correio, ex-presidente da Câmara Municipal.

O Estado Central investe muito pouco. Só 17% da verba do Orçamento de Estado vai para os municípios, enquanto a média europeia é de 32%. Mas mesmo recebendo tão pouco, é bom lembrar que com esse pouco as autarquias são responsáveis por 66% do investimento feito no país”, protestou José Eduardo Ferreira, atual presente da Câmara.
Rui Bondoso

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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