“Boas memórias de um mau estudante”, do viseense JOSÉ RODRIGUES…

por Rua Direita | 2014.09.16 - 17:55

(…) esta leitura fez-me refletir sobre a importância da memória na nossa vida. (…) nós somos as nossas memórias, somos a impressão que os acontecimentos nos causaram, o que aprendemos, aquilo de que temos saudades e recordamos com gosto, mas somos também as memórias mais difíceis, que ainda hoje nos causam dor. (…) Haverá um dia, quando as forças faltarem, em que a memória será quase tudo o que temos para tornar o nosso quotidiano mais suave. E a memória faz-se hoje. Temos de cuidar dela hoje. Com efeito, os afetos que cultivamos hoje são aqueles de que nos lembraremos amanhã (…)                                                                                                                                   Sara Augusto

 

Este livro é uma viagem no tempo. Sem quilómetros. A grande responsável pela viagem é a amizade que consegue fazer com que os locais que revisito se mantenham tal e qual conforme estavam. As mesmas cores e cheiros, as mesmas horas e sons. As pessoas que lá encontrei, não visito, viajam comigo. Nunca deixaram de o fazer. E, porque nunca gostei de viajar sozinho, continuo a acreditar que a memória é um meio de transporte mágico e o único capaz de, em segundos, nos colocar onde mais gostámos de estar anteriormente.

Viajar pela memória é mais confortável do que qualquer primeira classe e não é preciso fazer reservas. O transporte pode ser feito em qualquer hora do dia ou noite, acordado ou a dormir. Todos podem viajar.

Quando conseguimos substituir os instantes em que não viajamos pelo reencontro com os mesmos companheiros de viagem podem acontecer momentos de grande felicidade. Mesmo que o último encontro tenha sido há muitos anos atrás, parece sempre que acabamos de nos despedir porque nunca deixamos de viajar juntos na memória.

 (da Contra-Capa)

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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