As materialidades das identidades

por Rua Direita | 2014.04.15 - 20:25

A campanha da Câmara Municipal de Mangualde «Mangualde, o nosso património!» continua a dar a conhecer o vasto património do concelho. Em destaque nesta quinzena vão estar as materialidades das identidades, aproximando assim a população do património mangualdense.

As materialidades das identidades

Os meados do séc. XIX e a primeira metade do séc. XX trouxeram à então vila de Mangualde transformações estruturais de diversa natureza originadas pelas reformas administrativas, pelas infra-estruturas de comunicação e pela instalação das primeiras indústrias ou entrepostos comerciais. As consequências verificam-se no plano urbano e urbanístico, numa nova estruturação social, com elites a exibir simbolicamente o seu poder e ascensão no vestuário, nas maneiras mais ou menos cosmopolitas de estar, na assumpção de novos credos ideológicos e na arquitectura.

O rasgar a meio a vila pela estrada Viseu-Guarda motivou a expansão urbanística, criando uma nova centralidade, o Rossio, já longe do antigo Relógio velho. O comércio dos lanifícios produzidos na Serra da Estrela desencadeou um edificado próprio: edifícios de dois andares, de fachada em cantaria e revestida a azulejo, invariavelmente verde ou vermelho-ocre. No primeiro andar residia a família que destinava o rés-do-chão a lojas de venda, especialmente à venda por grosso de lanifícios.

Desenham-se, então, paisagens urbanas reveladoras de realidades sociais, económicas e culturais próprias de contextos específicos. São, hoje, documentos cruciais para a história económica, social, cultural e das mentalidades locais. Ao mesmo tempo, são materialidades do processo de construção da memória social da cidade, garantindo a formação de identidades próprias.

António Tavares

Gabinete de Gestão e Programação do Património e Cultura

 

O primeiro monumento a ser apresentado foi a Capela da Nª Sr.ª do Desterro ou Capela do Rebelo, seguindo-se o Dólmen da Cunha Baixa, o Reservatório de água de Espinho, o fabrico artesanal do queijo, a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, o Abrigo de Pastor, Villa Gloria, Via Romana dos Barreiros, Citânia da Raposeira – Ruínas Romanas, Adelino Amaral – Armazém de Lanifícios, Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, Estelas Funerárias de Abrunhosa do Mato, Alminhas, testemunho de fé popular, Casa dos Albuquerques, na Cidade de Mangualde, Cineteatro, Igreja de São Julião – Matriz de Mangualde, Pelourinho de Chãs de Tavares de Mangualde, Espigueiro de Fornos de Maceira Dão, Sepultura da Peliteira, Casa de Mansarda, Prensa manual – património industrial, Igreja da Misericórdia, Poldras… travessias milenares, Capela do Senhor do Calvário em Abrunhosa do Mato, medieval Torre de Gandufe, Palácio dos Condes, Colégio de São José e Nora…tecnologia abandonada, o Retábulo de São Lourenço, em Tibaldinho, a arquitetura quinhentista de Abrunhosa-a-Velha, a Casa “entrincheirada” de Terras de Tavares, o Pelourinho de Abrunhosa-a-Velha, os Elementos Perdidos… (edificado com revestimento por placas de xisto), a Ermida de Nª Sr.ª de Cervães, a Torre do Relógio Velho e a Igreja de Nª Sr.ª de Assunção da Vila de Chãs de Tavares. No mês de janeiro foram apresentados o Solar de Almeidinha e a Janela Manuelina de Canelas. Em fevereiro foi a vez do Passadiço…ou casas do passadiço e da Igreja de São Pedro de Espinho. As últimas campanhas deram a conhecer a Orca dos Padrões… sepulcros d’outrora e o Forno de pão…símbolo de formas de vida passadas.

 

Com esta campanha todos ficam mais próximos de todo o esplendor patrimonial do nosso concelho. Nesse sentido, continuam a ser colocados cartazes em vários pontos de encontro do concelho e está disponível no site e na Câmara Municipal informação sobre o monumento/património apresentado. O património material e imaterial vai sendo apresentado com uma periodicidade quinzenal e consoante a categoria com a qual foi classificado: arqueologia, pelourinhos, fontes, palacetes e religiosos, bem como outros bens patrimoniais. Cada categoria será representada por uma cor que a distingue das restantes.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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