Campanha da Câmara Municipal de Mangualde continua a dar a conhecer o património do concelho

por Rua Direita | 2014.01.15 - 11:45

A campanha da Câmara Municipal de Mangualde «Mangualde, o nosso património!» continua a dar a conhecer o vasto património do concelho. O monumento em destaque esta quinzena é a Janela Manuelina de Canelas, mais um monumento que aproxima a população do património mangualdense.

A Janela Manuelina de Canelas

São escassas – ou poucas chegaram intactas aos nossos dias – as janelas ou portadas quinhentistas, também denominadas por manuelinas, no território mangualdense.

Este hábito de ornamentar as casas de habitação manifesta-se a partir do século XVI. São novas concepções de vida, em que a arte serve o profano e não apenas o religioso, como era até então frequente, que permitem esta abordagem arquitectónica. Porém, não estamos perante edifícios de porte ou arquitectura requintada! Na realidade, os casos existentes no concelho evidenciam construções em que o único elemento artístico é a janela, sendo o resto da edificação bastante modesta e/ou de aparelho grosseiro, não se detectando mais nada que lhes confira estatuto de nobreza.

Que terá motivado a construção destes elementos? Não se sabe ao certo, contudo não parece descabido pensar-se em processos de ascensão social e/ou económica de algumas famílias.

A janela que hoje apresentamos íntegra uma ruína na aldeia de Canelas, na freguesia de Quintela de Azurara. A sua decoração é feita com as habituais meias luas e as ombreiras chanfradas.

As fontes históricas dão conta que, em 1783, Manuel Cabral de Albuquerque é Senhor de bens e Tenente de Milícias em Canelas, estabelecendo aí residência. Terá sido naquela casa que se instalou?

António Tavares

 O primeiro monumento a ser apresentado foi a Capela da Nª Sr.ª do Desterro ou Capela do Rebelo, seguindo-se o Dólmen da Cunha Baixa, o Reservatório de água de Espinho, o fabrico artesanal do queijo, a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, o Abrigo de Pastor, Villa Gloria, Via Romana dos Barreiros, Citânia da Raposeira – Ruínas Romanas, Adelino Amaral – Armazém de Lanifícios, Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, Estelas Funerárias de Abrunhosa do Mato, Alminhas, testemunho de fé popular, Casa dos Albuquerques, na Cidade de Mangualde, Cineteatro, Igreja de São Julião – Matriz de Mangualde, Pelourinho de Chãs de Tavares de Mangualde, Espigueiro de Fornos de Maceira Dão, Sepultura da Peliteira, Casa de Mansarda, Prensa manual – património industrial, Igreja da Misericórdia, Poldras… travessias milenares, Capela do Senhor do Calvário em Abrunhosa do Mato, medieval Torre de Gandufe, Palácio dos Condes, Colégio de São José e Nora…tecnologia abandonada, o Retábulo de São Lourenço, em Tibaldinho, a arquitetura quinhentista de Abrunhosa-a-Velha, a Casa “entrincheirada” de Terras de Tavares, o Pelourinho de Abrunhosa-a-Velha, os Elementos Perdidos… (edificado com revestimento por placas de xisto), a Ermida de Nª Sr.ª de Cervães, a Torre do Relógio Velho e a Igreja de Nª Sr.ª de Assunção da Vila de Chãs de Tavares. Na última quinzena foi apresentado o Solar de Almeidinha.

Com esta campanha todos ficam mais próximos de todo o esplendor patrimonial do nosso concelho. Nesse sentido, continuam a ser colocados cartazes em vários pontos de encontro do concelho e está disponível no site e na Câmara Municipal informação sobre o monumento/património apresentado. O património material e imaterial vai sendo apresentado com uma periodicidade quinzenal e consoante a categoria com a qual foi classificado: arqueologia, pelourinhos, fontes, palacetes e religiosos, bem como outros bens patrimoniais. Cada categoria será representada por uma cor que a distingue das restantes.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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