O terrorismo legitimado

por Paulo Neto | 2015.03.29 - 12:19

O brutal aumento de impostos que tivemos (…) não ajudou a melhorar o Estado. Bem pelo contrário.” (Marques Mendes)

Os processos de insolvência aumentaram mais de 200%, em apenas cinco anos eram 909 em 2008 e passaram para 2167 em 2013.” (Visão)

Este é o verdadeiro paraíso que Coelho & Portas criaram mais a sua tribo de muchachos supercompetentes.

E isto no meio da escandaleira de um primeiro-ministro que deixa impostos por pagar, integra uma lista VIP da autoridade tributária para criar um blindado buncker em seu redor e de mais três comparsas, inacessível à transparência, enquanto açula o terrorismo fiscal contra os desprotegidos pequenos e médios cidadãos deste país, onde os ladrões de milhões fazem manguitos mediáticos ao Zé Povo, com a complacência governamental e fiscal.

Este governo, bem-sucedido em escândalos, como os da reincidente Paula da Cruz, Nuno Crato, Miguel Macedo, Paulo Núncio et all, é impune pela imunidade que um primeiro-ministro desacreditado, permissivo e prevaricador lhes concede. Nunca a imoralidade e desvergonha atingiu cúmulos deste teor. Coelho & Portas, descredibilizados, maestros estrídulos de um coro fífio de paróquia, governam o país a partir de uma plataforma virtual, dando à ficção créditos de real e fazendo do mais cínico dos discursos e dos actos pseudo-amaviosos uma disneylândia taranta, deformada e monstruosa.

Quando a Finch, agência de rating internacional, considera de lixo a economia portuguesa, quando uma ministra das Finanças, trombeteia jactante ter os cofres cheios de dinheiro emprestado e a pagar juros altíssimos, quando o país é vendido por franças & araganças e em armazéns a toque de martelo de leiloeiros cúpidos, quando o fisco age como um jiadista destrambelhado a toque de núncios, que choldra é esta, a que Coelho & Portas nos remeteram e reduziram? Para quê e afinal tanto sacrifício?

Pedir vergonha na cara a esta gente é muito pouco e inócuo, mais importante é pedir a quantos se mantêm na cómoda cegueira que ousem abrir os olhos e enfrentar a economia real, a fiscalidade real que este governo, com requintes e técnicas de malvadez, instituiu para a desgraça, infelicidade e miséria de um povo outrora feliz.

Se abrimos com um “insuspeito” Marques Mendes, ele que já foi quase tudo no PSD, com ele concluímos, e acerca do actual Estado:

É a imagem perigosa e preocupante de um Estado a desfazer-se (…) Afinal, se um Estado não cumpre bem os seus deveres essenciais, que autoridade tem para exigir aos cidadãos que cumpram os seus?” (Visão)

BOA PERGUNTA!