Editorial | 2013.11.29

por Paulo Neto | 2013.11.29 - 14:45

A pluralidade dos colaboradores de uma plataforma de informação/opinião é fundamental para a sua democraticidade.

Neste contexto, toda a escrita é um contraponto de outra escrita. A quem dirige um órgão de comunicação social, mais do que requerer-lhe ser “delgadinho” nas suas opiniões, deve exigir-se-lhe abertura à diversidade.

O unanimismo, se é acarinhado por algumas seitas partidárias, compostas por gente de vil mediocridade, será sempre repudiado por quem, na diferença, de cor, de opinião, de ideologia, de crença religiosa… vê a exaltante mutação e evolução do mundo.

A opinião, dentro de uma ética de discussão deve ser entendida, argumentativamente,  como a de um parceiro virtual de um diálogo, não se delineando com os parâmetros constitutivos da “notícia” do facto ocorrido, nem com os critérios que sub e sobrejazem a qualquer peça de investigação, esteiada na mais vivaz análise.

A nossa informação, fundamentalmente e pelas limitações à vista, decorre, em grande medida, do que as autarquias e instituições do distrito, através dos seus activos gabinetes de comunicação, nos fizerem chegar. Ainda assim e no âmbito desse condicionante, tentaremos estar presentes sempre que possível, e “em cima” do evento.

É fácil criticar. É mais difícil concretizar. Compreendemos. Compreendemos também os “redutos” e os lóbis. Agradecemos a publicidade que escorre dessa obsessão.

Também é essencial que alguma gente que viceja à sombra dos partidos se coíba do uso e abuso do terrorismo antidemocrático.

Hoje, faz escola a tentativa de compra e venda dos detentores de opinião/informação. E há quem ceda, alegando para linimento dos escrúpulos tardios, que “o mercado está em crise”… Contudo, é nos momentos difíceis que se vê a fibra dos homens e a falta de carácter da canalha.

Eles andam por aí; uns têm dinheiro e poder; outros, dívidas e amoralidade.

Ambos são pragas de uma sociedade de direito e democrática. Há que pensar: quando alguém quer comprar e esconder a verdade dos factos, receia a opacidade dos seus actos, passados e presentes, vivendo atolado no pânico da descoberta da sua fraude.