“Stretto” e “Fábrica da Queima e Rebentamento do Judas ’14”, Expo de José Crúzio

por Jose Cruzio | 2014.11.17 - 23:29

O Festival Internacional de Teatro ACERT – Tondela, doravante e para sintetizar, FINTA’14, teve como evento de inauguração a estreia da peça de dança contemporânea “Stretto”, de e com Romulus Neagu, música de Ulrich Mitzlaff, vídeo e cenografia de João Dias, desenho de luz de Cristóvão Cunha. Simultaneamente, abriu-se a exposição de fotografia de José Crúzio  sobre a “Fábrica da Queima e Rebentamento do Judas’14”.

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Judas Visto Por José Cruzio

Exposição de Fotografia

De 14 novembro a 7 dezembro de 2014

Faces, expressões e movimentos, tudo o que ele viu e sentiu na semana de construção do Judas 2014.

Um desafio foi-me colocado. Inesperado, sim. E insuspeito, há que dizer. (…)Nada me preparou para o que iria encontrar. Talvez o lapso tenha sido meu, ao não ter ponderado fazer pesquisa prévia. Por outro lado, talvez tenha sido consciente. Para não haver condicionamentos.
Mais do que tudo, novas experiências, perspectivas e, no fim de contas, dedicação.
De uma (não tanto) nova tradição assente em outras mais profundas, uma nova (e anual) recriação. Mais performática e coletiva.
Um colectivo – Trigo Limpo Teatro; uma tradição continuamente re-criada, uma comunidade dedicada. A súmula: Queima do Judas.
Bem sei que quase dois mil anos é demasiado para o castigar. Simbolicamente, isso sei. Um ser humano que cometeu todos os atos a que estava predestinado. Que esse destino foi cruel, que quem o criou preste as devidas contas.
Isso já é um outro campo de discussão. Mas este castigo que a Acert-Trigo Limpo idealizou, concebeu e pôs de pé… é bom demais!
Delicioso e feérico, imersivo e imenso, comunitário e também pessoal.
Presto tributo com o meu singelo testemunho: um fotodiário. Imagens daquilo que interpretei, nos pequenos e grandes momentos. Faces, expressões e movimentos. Tudo o que vi. E apreciei. Estampado nelas.
E materializado nesta exposição.

José Cruzio

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 Ficha Técnica

INAUGURAÇÃO: Sábado, 15 de novembro às 16:30, na Rua Comendador Alberto Cardoso Matos (junto à pastelaria Doce Pérola)
18 Fotografias de grande formato no mobiliario Urbano da cidade de Tondela
Mais 20 fotografias no Foyer da Acert

(retirado do site da ACERT)

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A exposição é uma pequena seleção de fotografias sob o “olhar” de alguém “exterior ao meio” e sobre uma das mais singulares práticas de criação cénica com a comunidade. Resultante de um convite da ACERT, na pessoa de Zé Tavares, o autor realizou um trabalho de campo fotográfico acerca dos diversos ateliês – expressão corporal e físico-motora, dança, música, leitura, cenografia, caracterização – resultando  num foto-diário dos vários momentos e dos diversos intervenientes em ação. Deste foto-diário, publicado diariamente no site/página net do evento, derivam as fotografias da exposição.

Englobada, na sede da ACERT, em três núcleos distintos – uma galeria expressiva de retratos individuais; um conjunto de fotografias de grande formato e a cores no foyer acerca de um determinado segmento espaço-tempo do espetáculo  e um núcleo dedicado às diversas fases do processo de trabalho. Exterior e, de certa forma, inédita na forma de  apresentação de imagens de autor no espaço público de Tondela – nos mupis, habitualmente dedicados à publicidade – há um outro conjunto de fotografias tanto dos intervenientes como das diversas fases da construção, contando também com pormenores das estruturas e das texturas do “Judas”.

A montagem e produção da exposição contou com o patrocínio da Câmara Municipal de Tondela.

A mesma estará em exibição até ao dia 7 de Dezembro de 2014.

 

(NOTA: Fotos  de José Crúzio)

Artista Plástico e docente de Artes Visuais, nascido em 1975. Vem de Coimbra e reside, actualmente, em Viseu.Ainda, acrescenta-se a vocação de "flâneur" na vida quotidiana. Observa tudo e todos e regista para "memória futura".

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