Os Apófrades

por PN | 2014.04.16 - 21:26

i. voltamos sempre à casa de outrora mesmo que a hera a cubra, as silvas a cerquem e as janelas, lá alto, sejam guilhotinas de vidro.

ii. voltamos sempre ao odor do passado, ao ranger do sobrado, à carícia ora feita, ora por fazer ficada.

iii. voltamos sempre e se a vida nos arreda do retorno, se os passos no horizonte teimam em se perder, voltaremos depois — como em Atenas — os mortos dos dias nefastos.