| ON FOCUS

por Jose Cruzio | 2014.01.07 - 20:45

Zero horas do primeiro de Janeiro do décimo quarto ano do segundo milénio, de acordo com o nosso calendário.

Hora de desejar votos para tempos que vêm. Para um contexto singular. De uma vivência doravante condicionada por um orçamento sem fiscalização preventiva e por uma vigilância, cada vez mais dita “preventiva, à minha condução na estrada. Neste assunto, tive já os meus azares. E nada baratos.

Ainda mais, com incontáveis e arranjadas rotundas.

Um dos meus remédios – paliativos! – para estes desditosos “flagras” é a leitura de capas de alguns dos jornais expostos na frontaria dos estabelecimentos, nas minhas deambulações pelo centro. Que haja mais jogos de fina e gritante ironia entre a imagem e o texto para que nos alivie o fardo dos dias. Que haja mais “instantes decisivos” no dia a dia. E nos permita um sorriso. Mesmo sendo de esguelha. É um dos meus votos.

Termino com um extracto do livro ” A Fotografia”, de Bauret: “Mas, tal como qualquer outra forma de arte e de literatura, tal como qualquer texto, a imagem fotográfica só existe se for fruída por um leitor que lhe dê uma interpretação e, neste sentido, opere activamente uma espécie de reescrita, de recriação.” (2006, p.11)

Para quem não sabe, é delicioso “ver” algumas capas do I. Que haja mais “I – jogos”  como capa. Sabe-me bem “ver” como vejo. Que houvesse mais “avistamentos” à maneira, era outro dos votos. Mesmo tendo escrito quais eram, espero que se cumpram. Vamos ver.

 

 

Uma pequena legenda para a imagem: parte da montra da exposição “Sinistra” de Rosário Pinheiro, nos JE’13.

Artista Plástico e docente de Artes Visuais, nascido em 1975. Vem de Coimbra e reside, actualmente, em Viseu.Ainda, acrescenta-se a vocação de "flâneur" na vida quotidiana. Observa tudo e todos e regista para "memória futura".

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