O ágil afago

por PN | 2016.03.09 - 16:36

Há na noite a luz, na luz o som. Tu quedada, no corpo o tom, na pele o sal, no olhar-me assim. A mão, de palma fonte e fria, ao toque vibra. No pescoço a veia mater vela a vida, ouvida a língua atrevida. E na narina, a asa freme e se não voa adeja, adia, tal desejo no olhar de atónito encerradoater vela a vida, ouvida a língua atrevida. E na narina, a asa freme e se não voa adeja, adia, tal desejo, no olhar de atónito encerrado. E o peito, a seu jeito feito, empina aos dedos dado. Passa a pele, da seda ao poro a tensão. Ciente e ávido, o prumo, há-de ser recado ou ensejo ao núcleo segredado. E se com leveza a mão te poiso, sobre o ventre, o polegar em baixo, ao umbigo o mínimo entre, num palmo t’oiço o rir do espasmo, da orquídea odor e o hirto válido, emissário tão ao toque cálido. A outra mão enleio, tomba. No sulco a deixo rés de enredo à nádega dado. E no certeiro peito ao coração dardejo, um só eco. Brando, o brado, trino, o ágil afago é gaio, e no leito, do córrego coado, a truta ágil ao pego cai. O seixo nada, o lírio alegre sai e a aurora ufana é sino e a dobre salva os corpos como outrora, unos, um ao outro acoitados. Um sorriso cede e a palavra à boca ouvida, já da bulha ida, suave assim adita ciosa a sina tão bendita. E o peito, a seu jeito feito, empina aos dedos dado. Passa a pele, da seda ao poro a tensão. Ciente e ávido, o prumo, há-de ser recado ou ensejo ao núcleo segredado. E se com leveza a mão te poiso, sobre o ventre, o polegar em baixo, ao umbigo o mínimo entre, num palmo t’oiço o rir do espasmo, da orquídea odor e o hirto válido, emissário tão ao toque cálido. A outra mão enleio, tomba. No sulco a deixo rés de enredo à nádega dado. E no certeiro peito ao coração dardejo, um só eco. Brando, o brado, trino, o ágil afago é gaio, e no leito, do córrego coado, a truta ágil ao pego cai. O seixo nada, o lírio alegre sai e a aurora ufana é sino e a dobre salva os corpos como outrora, unos, um ao outro acoitados. Um sorriso cede e a palavra à boca ouvida, já da bulha ida, suave assim adita ciosa a sina tão bendita.

Viseu, 09/03/2011.