Indefinindo o Amor

por António Soares | 2015.06.16 - 16:06

Há coisas que se tornam dificeis de explicar.

Não que o sejam – e sei exactamente o que quero dizer -, mas todas as palavras parecem irremdiavelmente assíncronas, dicotómicas, incompletas.

Quero arriscar definir o amor verdadeiro nas suas várias formas. O que todos procuram. O que nem todos sabem ou querem dar.

São os clichés e as discussões inuteis. A distância: a mais curta e a mais longa. O aqui, o ali, o além.

É a saudade de um cheiro entranhado na pele e um odor entranhado no mundo.

São mãos entrelaçadas e beijos de olhos fechados; abraços apertados para não mais largar.

É ser o fiel jardineiro, ter e dar por inteiro, com todas as lamechices e compromisso verdadeiro que se tem para se dar.

E tudo menos que isto é nada. E nada mais que isto é pouco.