Ad infinitum

por Paula Branco | 2016.04.18 - 13:56

 

E todas as noites

Um anjo me devora

Inconscientemente

As vísceras de uma vontade

Abafada pela bandeira sem cor

Dos que dormem…

Ah! Flagelo humano;

Porque dormem de olhos abertos

E têm pesadelos de olhos fechados.

Pior!!!

Miseráveis de uma seriedade brutal

Da ignorância passada

Em pano negro futuro…

Salve os Loucos

A fabricar sonhos!

Os Idiotas! Os Intrigantes! Os Alucinados!

Os Genuínos!

Os que incomodam!

E há sempre um ou outro mais intragável

Que persiste num céu imenso

Ad infinitum