Viseu – Reunião Camarária, segundo o PS o executivo “baralha e dá as despesas”(…) “desconhecendo-se o valor real”

por Rua Direita | 2019.01.28 - 14:44

 

Da reunião camarária do 24 de Janeiro e da intervenção dos vereadores do Partido Socialista, salientam-se os pontos que seguem:

 

“Na região Centro, em 100 municípios apenas o de Viseu votou contra a transferência de competências para a respetiva Comunidade Intermunicipal.

Os vereadores do PS desafiaram o Presidente da Câmara a mudar de posição. Porém, o Executivo Municipal e a votação do PSD em sessão extraordinária  da Assembleia Municipal realizada no dia seguinte, vieram reiterar esta posição isolacionista.

O Partido Socialista de Viseu, em comunicado do secretariado da Concelhia, já expressou a sua absoluta incompreensão face a esta posição, atendendo às graves consequências para a agregação e o desenvolvimento regional que a nega de Viseu acarreta. Por exemplo, no imediato, vai impedir o financiamento de diversos projetos intermunicipais no domínio da promoção turística.

Sob um outro prisma político, os vereadores do PS questionam se esta decisão política não teria sido diferente se o Presidente da Câmara de Viseu liderasse a CIM Viseu Dão Lafões.

(…)

Para os vereadores do PS é muito preocupante a diminuição significativa das competências e dos recursos próprios do Município que, paulatinamente, tem vindo a ser concretizada. Verifica-se uma externalização de serviços e mesmo uma privatização “à peça” de serviços e equipamentos públicos municipais. Em reunião foram dados alguns exemplos: a criação da Viseu Marca que a este nível dispõe de toda a margem de manobra em múltiplas atividades e eventos “municipais”; a privatização encapotada da exploração da ETAR Viseu Sul; o outsourcing de serviços públicos municipais básicos e tradicionais em Viseu, como a conservação de espaços verdes; a contratação reiterada de projetos de engenharia civil e arquitetura para pequenas obras urbanas; já quase não existe administração direta municipal em pequenas obras e intervenções de reparação e manutenção; o aluguer de equipamentos municipais elementares; a realização de estudos e de atividades básicas, como a novo site; a contração sistemática de profissionais por ajuste direto, veja-se o Portal Base; a contratação recorrente por ajuste direto de empresas fornecedoras fora do Concelho ou da região.

Para o PS Viseu, com todo este programa económico liberal, e face ao secretismo e atraso deste dossier da máxima relevância, dá para desconfiar da hipótese de uma solução pró-privada para o sistema de abastecimento de água.

(…)

Ao longo dos 15 meses de mandato, a vereação do PS tem escrutinado, efetuado vários alertas e exigido contas. A vereação, tal como a Assembleia Municipal, são foros  de prestação de contas. Muitas vezes, não parecem, mas deviam ser.

O Executivo está a desenvolver uma “Técnica de Comunicação das Despesas” de eventos ou atividades. Há valores aprovados. Há valores divulgados. E depois há os valores reais.

Antes, o Executivo nem os divulgava; agora, “baralha” e dá, transmitindo-os de forma redonda. Apresenta-se “pomposamente” um valor redondo, na verdade relativo apenas a parte da atividade e/ou referem-se valores de patrocínios que incluem outras atividades. Dilui-se assim o efetivo valor da despesa, bem superior ao comunicado publicamente. Recentemente esta técnica de comunicação foi aplicada para o custo da iluminação de Natal, para a Passagem de Ano e para a Feira de Turismo de Madrid. Como em tantos outros eventos CMV/Viseu Marca, desconhece-se o seu custo real.”

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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