Viseu apresenta o menor poder de compra per capita das capitais de distrito da região centro e do interior do País, confrontam os vereadores do PS o executivo camarário

por Rua Direita | 2017.11.17 - 13:58

“Na última reunião ordinária da Câmara Municipal de Viseu (CMV), realizada a 16 de novembro, os vereadores do Partido Socialista (PS) na CMV apresentaram e questionaram o executivo camarário relativamente a um estudo sobre o poder de compra nos concelhos portugueses, recentemente publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A análise realizada pelo INE é caracterizada pela robustez dos seus índices, com informação vasta em termos de caracterização do território e que permite avaliar os municípios no contexto nacional e regional relativamente ao poder de compra da sua população e a outros fatores afins em 2015.

No referido estudo é patente que o concelho de Viseu vê a sua posição piorar de 2013 a 2015, estando o poder de compra de Viseu a divergir face à média nacional.

O concelho de Viseu é aquele que apresenta o pior indicador do poder de compra per capita de todas as capitais de distrito da região Centro: abaixo da Guarda, de Castelo Branco, de Leiria, de Aveiro e de Coimbra.

O concelho de Viseu apresenta o pior indicador do poder de compra per capita de todas as capitais do interior: abaixo de Bragança, Vila Real, Santarém, Portalegre, Beja e Évora. Nas capitais de distrito, apenas em Viana do Castelo este indicador apresenta um valor inferior a Viseu.

O turismo vê os seus valores perder peso entre 2013 e 2015, havendo uma diminuição relativa face ao todo nacional, podendo-se inferir que houve uma diminuição da atividade turística.

Para os vereadores do PS na CMV –  a par da diminuição da população, da perda de posição de Viseu que se vem constando nos rankings dos municípios e do maior investimento empresarial per capita em cidade da sua escala e em municípios vizinhos industrializados – este estudo vem evidenciar a ausência de forças motrizes económicas criadora de riqueza, que garantam qualidade de vida socialmente sustentável, sim, mas que mudem também o paradigma económico-empresarial de Viseu.

A dita “estratégia” Viseu Primeiro parece não estar a colher frutos, estando a faltar uma governação com uma estratégia de desenvolvimento para o Concelho, assumindo a cidade de Viseu o seu papel de liderança na região, mas sempre em diálogo construtivo com os municípios que a compõem, porque o desenvolvimento e o sucesso de Viseu será também o melhor para todos os concelhos da região.

 

Os vereadores do PS levaram ainda outras questões à “reunião de câmara”, entre outras:

· Realizando o município de Viseu tantos eventos, incluindo conferências e afins, qual tem sido o resultado prático no terreno destas iniciativas? Por exemplo, foi organizado o Congresso Agricultura Familiar em 2014; reconhecendo-se a pertinência desta temática para Viseu, mormente as suas freguesias rurais, quais têm sido os resultados efetivos decorrentes?

· Saudando-se a realização do jogo de futebol Portugal – Arábia Saudita, porque é que a instalação das bancadas amovíveis obrigou a uma paragem da pista de atletismo por um período significativo, interferindo decisivamente com a prática de atletismo de tantos atletas no Concelho? A referida instalação deteriorou a “velha” pista de tartan do Estádio do Fontelo?

· Compreendendo-se que não será desejável a realização de grandes obras requalificação do Estádio do Fontelo ou, tão pouco, a construção de um novo estádio, como outros fizeram no passado, com os resultados que estão à vista; qual é o plano da CMV para a requalificação, modernização e dignificação devida do Estádio do Fontelo, incluindo a sua valência para o atletismo e outras modalidades, a cobertura das bancadas, a instalação de cadeiras e melhores condições de segurança e conforto?

· Qual tem sido a postura da CMV face à incompreensível plantação recente de eucaliptos próximo de habitações na Quinta da Lameira, Rio de Loba? Como tem decorrido o diálogo com os moradores da urbanização que já se manifestaram contra a referida plantação?

· Qual a política da CMV relativamente à constituição de uma rede de sapadores florestais no concelho de Viseu, incluindo as freguesias de Côta e Calde, que anteriormente já se candidataram para o efeito? Como está o processo de constituição de uma equipa de sapadores florestais municipal anunciada?

· Está prevista a distribuição de kits de primeira intervenção contra incêndios florestais pelas freguesias rurais do Concelho?

· Qual tem sido a política da CMV, em articulação com outras entidades fiscalizadoras, relativamente à rede secundária de faixas de gestão de combustíveis ou faixas de proteção contra incêndios florestais de vias de comunicação, edifícios e equipamentos?”

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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