Taxa de abandono escolar desce para os 12,6%

por Rua Direita | 2018.02.07 - 18:54

 

O Instituto Nacional de Estatística divulgou hoje a taxa de abandono precoce de educação e formação, conhecida como taxa de abandono escolar, referente a 2017.

Os dados revelados mostram uma redução de 1,4 pontos percentuais na taxa de abandono, fixando-se nos 12,6% em 2017, por comparação com os 14,0% de 2016. Trata-se do valor mais baixo desde que há registo (1992) e de uma descida considerável face ao ano anterior.

O Governo não pode deixar de se congratular, felicitando, desde logo os jovens, mas também as escolas – os seus professores e funcionários – e as comunidades que contribuem para que o número de alunos a prosseguir estudos e a concluir níveis de ensino seja cada vez mais elevado.

A taxa de abandono precoce de educação e formação é um indicador apurado por amostragem, no âmbito do Inquérito ao Emprego (em articulação com o Eurostat), através de entrevistas telefónicas a jovens entre os 18 e 24 anos, que não tendo concluído o ensino secundário, se encontravam nas quatro semanas anteriores à realização do inquérito sem frequentar qualquer ação formal ou informal de educação e formação.

A consistente descida da taxa de abandono escolar precoce ao longo das últimas décadas, com oscilações mínimas, é motivo de satisfação para todos, não diminuindo a consciência nem o empenho do Ministério relativamente à necessidade de erradicação do abandono escolar, ainda por atingir e que deve por isso permanecer enquanto objetivo central das políticas públicas de educação.

Por este motivo, e sabendo que uma intervenção aos primeiros sinais de dificuldade é essencial na promoção do sucesso educativo, o Governo tem vindo a desenvolver um conjunto de medidas estruturais que contribuem para a melhoria das aprendizagens para todos os alunos e da igualdade de oportunidades e inclusão educativa. Destas medidas destacam-se:

–  A criação de tutorias para alunos em risco de abandono e com historial de insucesso;

–  A implementação e desenvolvimento do Programa Nacional de Promoção de Sucesso Escolar, apostado na intervenção precoce e não remediativa;

–  A construção de planos municipais e intermunicipais de promoção do sucesso escolar, convidando â convergência entre estratégias autárquicas e das escolas;

–  O alargamento da autonomia das escolas, conferindo-lhes maior flexibilidade na gestão e desenvolvimento curricular, enquanto instrumento potenciador de inclusão;

–  O reforço e valorização do Ensino Profissional, sublinhando a importância desta via de ensino em termos de perceção pública, mediante a disponibilização de indicadores, a expansão da rede e uma maior adequação das ofertas formativas às necessidades dos contextos e territórios;

–  A dinamização e o reforço do Sistema de Aprendizagem, no quadro de uma aposta na formação de dupla certificação para jovens, com uma forte articulação com o mercado de trabalho.

É, pois, neste sentido que o Governo projeta as políticas de educação e formação para a segunda metade da legislatura, prosseguindo o cumprimento do seu Programa e com a consciência de que há ainda muito a conquistar, mas confiante no caminho traçado e reconhecido, entre outros aspetos, neste indicador agora revelado.

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

Pub