Sernancelhe junta a “nata” para debater Saúde na 3ª Idade

por Rua Direita | 2018.05.12 - 22:14

Decorreu ontem em Sernancelhe, no Auditório Municipal, inserido no evento Expo Desporto e Saúde, o colóquio “Terceira Idade com Saúde” que juntou prelectores-chave nesta matéria.

Com a sala cheia, de jovens e de profissionais do sector, Armando Mateus, vereador da Cultura, deu as boas vindas e designou a mesa formada por Catarina Alvarez, jurista e psicóloga, do projecto Rede Cuidar Melhor, que interveio acerca do Testamento Vital, Olavo Azevedo,  médico, que falou na sua qualidade de clínico da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Sernancelhe, Domingos Nascimento, economista, moderador do debate, presidente da Agência Social do Douro, José Carreira, professor, presidente da Alzheimer Portugal, que abordou a problemática das demências, António Leuschner, médico, presidente do CA do Hospital Magalhães Lemos, no Porto, Pimenta Marinho, médico, presidente da ARS Norte e Mário Pinto, médico, assessor para a Saúde do Presidente da República.

 

Carlos Silva Santiago, presidente da autarquia deu as boas-vindas e referiu a necessidade de uma rápida e eficaz descentralização na área da Saúde por forma a que se pudessem prestar melhores e mais eficazes cuidados à população do seu território.

Catarina Alvarez explicou pormenorizadamente o conceito de “Testamento Vital“.

 

Olavo Azevedo centrou a sua comunicação nos Cuidados Continuados e na especificidade da Santa Casa da Misericórdia de Sernancelhe.

Seguiu-se-lhe José Carreira, presidente da Alzheimer Portugal, com tónica posta nas demências e na acção cada vez mais alargada da instituição a que preside em prol da crescente comunidade nacional de portadores daquela doença. Ilustrou as suas palavras com elucidativos videos, deixando sensibilizada a plateia para aquela temática.

Entretanto, Domingos Nascimento, com os seus amplos conhecimentos sobre o tema em epígrafe, procedia à moderação do debate com todo o atento rigor.

De seguida, António Leuschner falou da saúde e do social nas fases adiantadas da vida, insistindo na necessidade de criar uma regra que fundamentasse esta temática na equidade, na proximidade e na assiduidade insistindo no facto de que a saúde e o bem-estar físico/psíquico e social deve ser levado até às últimas consequências, no entendimento de que as pessoas em Portugal com mais de 65 anos não têm percepção clara do seu estado de saúde e que se temos uma boa esperança de vida, não temos boas condições para dar qualidade de vida às pessoas mais velhas, apelando à solidariedade intergeracional, até e no entendimento de que no nosso país, metade das pessoas nascidas há 80 anos ainda estão vivas, devendo os mais velhos ter a garantia de que não são um estorvo para os mais novos, focando-se também na relação complicada entre saúde e Segurança Social e requerendo uma estratégia de saúde para as demências, integradora das autarquias.Pimenta Marinho, presidente do Conselho Directivo da ARS Norte, focou-se na concreta situação da Saúde no território sob sua alçada, garantindo que na região Norte não haverá falta de médicos de família, pelo menos até 2025, não há ACES sem um nutricionista, sem um psicólogo, sem consulta de medicina dentária, frisando que em cada 100 utentes, 95 vão a uma consulta do médico de família, pelo menos, em cada 3 anos. Reiterou ainda que os casos sociais, na saúde, têm custos superiores a 100 milhões de euros/ano e que, em Portugal, doenças como AVC’s, cancro, diabetes, etc., custam mais de 115 mil milhões de euros/ano, tudo se devendo fazer para a sua atenta e atempada profilaxia.

Antes da conclusão do colóquio pelo presidente da autarquia, usou da palavra o assessor para a Saúde do Presidente da República, Mário Pinto, médico e visionário, no bom sentido da expressão, com um amplo conhecimento do SNS, da sua realidade, das deficiências presentes e das perspectivas para o futuro. A sua intervenção centrou-se na plateia, nomeadamente nos mais jovens, gerando uma forte empatia em termos de frutuoso diálogo, que encerrou a sessão com chave de ouro e com um abraço do qual era portador da parte de Marcelo Rebelo de Sousa.

Uma “merenda aquiliniana” encerrou o colóquio.

Sernancelhe, mais uma vez, se apresenta como pioneira na abordagem de muitos assuntos, como foi o caso, desta feita, nas patologias próprias da 3ª idade e no encontrar de soluções para aquilo que foi designado como “autêntica pandemia”.

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