(Re)encontrei um restaurante do caraças. Sabe qual é?

por Pedro Morgado | 2018.07.15 - 19:15

Depois de, na mesma semana, ter estado em dois espaços de restauração na cidade cheguei a uma conclusão pouco óbvia. Comer bem não é difícil, mas, continua a ser uma tarefa arriscada. E, servir almoços e jantares, é como tocar gaita. Uns sabem, outros nem por isso.

Viseu continua a ser uma das zonas do país onde o aforismo popular não pega. O “mais olhos do que barriga” não tem grandes adeptos por cá. Se está no prato é para comer. Assim temos feito ao longo dos tempos.

Contudo, há sítios que nos surpreendem, que nos desafiam, que tornam este desígnio natural uma coisa quase impossível de cumprir. Eu estive lá. Não foi fácil.

Já todos, decerto, ouviram por aí que “o restaurante Rodízio do Gelo, no Palácio do Gelo Shopping, vai voltar a abrir as portas na próxima segunda-feira, dia 16 de julho, num espaço renovado, amplo e acolhedor”. Que sentiram? Nada? Então vou ter que explicar…

Comecemos pelo princípio.  Pelo “espaço renovado, amplo e acolhedor”. A frase parece não trazer nada de novo, igual a tantas outras, mas é exatamente aqui que encontramos as maiores diferenças. O restaurante está lindo.

O Rodízio do Gelo não é, apenas, mais um espaço de restauração enfiado num qualquer canto de um centro comercial. O Rodízio do Gelo, a dois passos do Squisito, no terceiro piso do Palácio do Gelo, é uma extensão natural da Serra da Estrela que, em pano de fundo, completa e complementa a beleza do restaurante. Aqui, assiste-se de cadeira ao melhor pôr do sol da cidade. Vai uma aposta?

Numa terra de boas e fartas comidas a prática desta atividade também necessita de espaço. E, isso ali não falta. Dificilmente a menina da mesa ao lado lhe dirá ao ouvido que o ama, como acontece em muitos sítios por aí. Tal, será sempre, uma difícil negociação entre a sua barriga e o ego, mas na qual, acreditamos, facilmente se chegará a um entendimento.

Mas o mais interessante é o que está por vir: a comida. Se, por um lado, o Rodízio do Gelo é, por direito próprio, o legítimo herdeiro de toda a tradição e savoir-faire do emblemático Rodízio Real de Repeses, avisamos já que há surpresas. A vocação gastronómica deste restaurante não se extingue nas latitudes tropicais dos sabores brasileiros. Ao rodízio à brasileira juntam-se agora o rodízio de picanha, o espeto de filet mignon, o “frango da Guia”, o “bacalhau na grelha” e saladas como a “salada grega”, a “salada de frango com uvas e pêssego”, a “salada de três pimentos”, a “salada de grão-de-bico”, a “salada fresca do campo e do mar”, entre outras.

Acompanhada à viola por um bom vinho tinto, branco ou rosé, por umas caipirinhas ou caipiroscas, por uma irresistível sobremesa caseira e por um bom café, cada refeição no Rodízio do Gelo, “da mais simples à mais completa e composta”, é um aconchego para a alma.

Amanhã, há (pelo menos) mais uma (boa) razão para ir comer fora. Está à espera de quê?

Nasceu na Covilhã. Licenciado em Comunicação Social pela Escola Superior de Educação de Viseu, ocupa parte do seu tempo nas áreas ligadas às novas TIC's.

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