Oliveira de Frades – Ministério da Cultura dá razão aos Verdes quanto ao estado de degradação da Anta Pintada de Antela

por Rua Direita | 2017.04.02 - 13:41

 

 

Em dezembro último, o Partido Ecologista Os Verdes questionou o Ministério da Cultura sobre o “Estado de abandono da Anta Pintada de Antela, Oliveira de Frades” através da pergunta n.º 1778/XIII/2ª, após visitar as imediações deste Monumento Nacional.

Na visita, que motivou a pergunta do PEV, constatou-se que a Anta estava em estado de abandono, apresentando tojos, giestas, carvalhos e vegetação espontânea a ocultá-la e estando também os acessos ao local em péssimo estado. Para além da vegetação que envolvia este monumento megalítico Os Verdes verificaram que a tela que deveria impermeabilizar a própria Anta encontrava-se nitidamente desgastada em determinadas partes, podendo comprometer a sua conservação.

Para além de este assunto motivar a referida pergunta ao governo, também o eleito da CDU (PCP-PEV) levantou o estado de abandono da Anta Pintada na Assembleia de Freguesia de Pinheiro por duas vezes: em junho de 2014 e dezembro 2016, tendo o presidente da Junta de Freguesia na generalidade desvalorizado o alerta da CDU.

No que se refere à resposta, à pergunta do PEV no passado mês de fevereiro, o Ministério da Cultura, confirmou, aliás destacou que a situação é ainda mais grave, face ao que Os Verdes e a CDU tinham denunciado, pois o estado de degradação compromete em definitivo as pinturas e gravuras megalíticas, considerada por alguns autores como a “expressão mais singular e criativa” do fenómeno megalítico regional Beirão.

Assim, é referido pelo Ministério que: “Ao longo das últimas duas décadas, pós intervenção de restauro e valorização, o monumento acumula pequenos focus de stress que, cumulativamente, contribuem para o seu deficiente estado de conservação entre os quais:

a) crescimento da vegetação espontânea sobre a mamoa do monumento;
b) degradação do material que constitui a porta de acesso ao monumento;
c) degradação e deslocamento dos esteios e estrutura pétreas que compõe o restauro interno do monumento;
d) deslocação de algumas pedras que cobrem o pavimento interno do monumento;
e) infiltrações e crescimento de microrganismos, sobre os esteios que ostentam as pinturas e gravuras, os quais contribuem para a sua atual degradação e, a curto e médio prazo, comprometem, em definitivo, a sua preservação;
f) degradação dos materiais compósitos da mamoa e falta de sinalização condigna do monumento.”

Se o Partido Ecologista Os Verdes e a própria população já sabiam da inércia do executivo municipal, para resolver os problemas ambientais e os problemas do dia-a-dia que compromete a qualidade de vida da população, nomeadamente a pavimentação e arranjo dos caminhos públicos, este exemplo é também demonstrativo que a cultura e o património deixado pelos nossos antepassados também nunca foram uma prioridade deste presidente da câmara municipal e seus vereadores.

O exemplo da Anta Pintada demonstra que cultura e património também não são compatíveis com o atual executivo da junta de freguesia de Pinheiro, que sempre rejeitou as propostas e ignorou os alertas da CDU (PCP-PEV), nomeadamente para a colocação de sinalização que dignificasse este Monumento Nacional, que valoriza e divulga o nome da freguesia além-fronteiras.

 

 

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