MOISÉS FERREIRA, DEPUTADO DO BE, ESTEVE EM TONDELA E LAMEGO

por Rua Direita | 2018.03.28 - 09:05

 

O deputado do BE na Assembleia da República, Moisés Ferreira, dedicou o passado 24 de Março ao distrito de Viseu, começando o dia no Hospital Cândido de Figueiredo em Tondela onde reunião com a administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu e onde foram diagnosticados problemas transversais a todo o Serviço Nacional de Saúde começando pela grande falta de profissionais.

O deputado do Bloco de Esquerda continuou em Lamego no passado sábado, 24 de Março, tendo visitado o Hospital de Lamego e reunido com a administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e na companhia de alguns representantes sindicais.

Ao final da tarde teve lugar uma reunião com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), onde foram discutidas as dificuldades que têm vindo a ser sentidas pelos enfermeiros, sobretudo no que concerne à carreira e ao reconhecimento de direitos, nos panoramas regional e nacional.

A visita do deputado do Bloco culminou num debate na Biblioteca Municipal de Lamego sobre a refundação do Serviço Nacional de Saúde e as questões que hoje se colocam sobre o caminho a trilhar para um SNS mais forte, inclusivo, público e gratuito, respondendo ao repto lançado por João Semedo e António Arnaut na sua proposta de Lei de Bases da Saúde, publicada recentemente no livro ‘Salvar o SNS’.

Diz também que “o Bloco de Esquerda tem acompanhado esta degradação que já vem desde o antigo hospital e o Grupo Parlamentar tem vindo a denunciar ativamente estas dificuldades pelo menos desde 2010. Com a passagem para o novo hospital infelizmente as suspeitas do Bloco confirmaram-se e os problemas agudizaram-se. Estamos perante um hospital onde o subfinanciamento é evidente e chegamos à conclusão de que à população não interessa um hospital com um conceito inovador e todas aquelas justificações que se apresentam do ponto de vista académico ou de gestão, ou a casuística ou a produção, mas que se exige pura e simplesmente um hospital que responda às suas necessidades mais elementares, que corresponda efetivamente ao seu direito constitucional de acesso à saúde e que cumpra com aquilo que se lhe é exigido”.

Moisés Ferreira destacou a necessidade de se “romper com a promiscuidade entre o SNS e o sector privado”, de se acabar com as rendas aos privados “que representam cerca de um terço do orçamento para a saúde” e de combater as campanhas demagógicas e populistas que a direita tem sistematicamente levado a cabo com o intuito de enfraquecer e descredibilizar o SNS em detrimento dos interesses dos grandes grupos privados.
Defendeu também que é fundamental investir na “literacia para a saúde” e que “a saúde não pode ser só passada para dentro dos centros de saúde e dos hospitais” e que é necessário levar a saúde às escolas, às empresas e a outros pontos de contacto com a comunidade através da contratação de técnicos multidisciplinares, de forma a apostarmos cada vez mais na promoção da saúde e na prevenção de doenças e comportamentos de risco.

Célia Rodrigues, dirigente sindical do Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS) denunciou também a falta de técnicos superiores que se sente nas unidades de saúde, particularmente no que concerne à saúde oral, auditiva, visual, psíquica e motora e frisou que “as reformas na saúde devem envolver todos os profissionais”.

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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