Joaquim Santos, o candidato do PS à autarquia tondelense: “Eu quero vencer estas eleições. Foi para isso que aceitei candidatar-me”

por Rua Direita | 2017.03.30 - 22:58

O PS Tondela apresenta Joaquim Santos, Júlio Rodrigues e Rita Rosa como os 3 primeiros nomes à autarquia tondelense. Fale-me um pouco destes 3 elementos.

A Ana Rita é natural de Tourigo, 38 anos, Psicóloga e Diretora Técnica do Centro de Atividades Ocupacionais da Cooperativa Vários. É Presidente da Direção do Centro Cultural e Desportivo do Tourigo e Secretária da Mesa da Assembleia da Associação Desportiva e Radical de Tondela, onde pratica BTT e Trail e colabora frequentemente noutros projetos solidários. É Deputada da Assembleia Municipal eleita pelo PS.

O Júlio Daniel é natural de Tondela, tem 36 anos, licenciado em Engenharia Civil pela FEUP. Foi fundador e é o atual presidente Direção da Escola de Futebol Os Galfarritos. É Presidente da Direção da Casa do Povo de Molelos e Secretário da Direção do Besteiros Futebol Clube. Jogador de Futebol, competiu pelo CDT no Nacional de Juvenis, representou durante duas décadas o Clube Atlético de Molelos e joga atualmente no S. C. Nandufe. É membro da Assembleia de Freguesia de Molelos, à qual foi cabeça de lista pelo PS em 2013.

Falando um pouco de mim: Joaquim Santos, natural de Mosteiro de Fráguas, 61 anos, militante do PS desde 1975. Iniciei a minha atividade partidária em 1974, na Juventude Socialista, tendo sido Coordenador da Federação de Viseu e membro da Comissão Política Nacional durante dois mandatos. Autarca, com 2 mandatos na Assembleia de Freguesia de Mosteiro de Fráguas, atualmente Secretário da Junta da União de Freguesias de Vilar de Besteiros e Mosteiro de Fráguas, cumpro o 5.º mandato na Assembleia Municipal de Tondela e o atual mandato na Assembleia da CIM Viseu Dão Lafões. Desde há 5 anos, Presidente da Comissão Política de Tondela. Fui professor do Ensino Secundário, fiz parte e liderei equipas comerciais em três empresas de notoriedade nacional; atualmente, sócio-gerente de uma pequena empresa que ajudei a fundar em 2012, em plena crise!

 

Foi pacífica a constituição desta lista?

A lista para a Câmara Municipal deve ser da responsabilidade do candidato.  Quando se busca uma vitória, temos de construir uma equipa e não juntar pessoas. Foi o que fiz – uma equipa com pessoas em quem acredito, jovens e competentes e com desinteressada motivação pela atividade política. Estatutariamente, apenas o candidato é sufragado pela Comissão Política, à qual dei a conhecer, atempadamente, estes dois nomes. Por escrutínio secreto, apenas se verificou um voto em branco à minha candidatura.

 

O candidato à AM é Rui Santos. Porquê?

Rui Santos é um histórico do PS e cuja notoriedade ultrapassa as fronteiras do concelho.  Conhece os cantos à casa – entre 1983 e 1985 foi vereador da CMT e já foi deputado municipal. Natural de Mosteiro de Fráguas, onde atualmente reside, é um tondelense. Um excelente tribuno, com uma vida transparente. Um convicto republicano que contribuirá para a excelência da Assembleia Municipal.

 

Escolheu o 1º dia de Primavera para anunciar a sua candidatura. Algum simbolismo particular?

É na  Primavera que se iniciam os novos ciclos de vida. Este é o tempo de um novo e diferente olhar para o concelho de Tondela.

 

Em macro linhas, que tem Joaquim Santos a propor aos tondelenses?

O Programa Eleitoral exige também ouvir cidadãos e é isso que estamos a fazer. Apontamos como principais prioridades a coesão territorial, num concelho tão vasto como desigual; a fixação de pessoas – não basta criar empregos, é preciso que, pelo menos, parte da riqueza produzida permaneça no nosso território; premiar as competências das freguesias e do movimento associativo; promover uma lógica de solidariedade social; uma gestão transparente, de rigor e que dignifique a função dos colaboradores do município.

 

Quais as críticas que tem a fazer ao mandato de António Jesus?

A incapacidade de se desligar do passado. Porque digo isto? A seu tempo explicarei.

 

E aos mandatos de Carlos Marta?

Foi um amontoado de placas metálicas, semeadas pelo concelho, que nos custaram milhões e que, na sua maioria, ainda não foram pagas.

 

Como estão as “polémicas” com o Planalto Beirão e a Águas do Planalto?

O Planalto Beirão, entenda-se Conselho de Administração, teve uma oportunidade de fazer as pazes com os munícipes, mas não quis. Seguiu a mesma linha corporativista e insiste em mantê-la. Assistiu a uma investigação judiciária de braços cruzados, que  ainda não deve (ou não deveria) ter chegado ao fim.  A Águas do Planalto, empresa privada de abastecimento de um bem de primeira necessidade, que é de todos e que não pode ter fins lucrativos, continua a esfregar as mãos com os chorudos lucros e com a passividade do poder político. Esta luta irá continuar.

 

E as Parcerias Público Privadas, as tais PPP’s.?

Em tempos do proclamado “oásis” tondelense, inventou-se a Tondelviva, uma empresa comparticipada em 49% pela Câmara Municipal de Tondela e os restantes 51% a cargo de 3 ou 4 entidades empenhadas em dividirem a colecta. Não foi a descoberta da pólvora, mas uma heresia e a avidez do poder que, em tempo de pré-crise e crise, se propagandeou de “Tondela em Movimento”!  Tudo não passou de um logro.

Contas feitas por alto, as cinco obras do “oásis tondelense”, Parque urbano (fase 1), obras no Pavilhão Municipal, na Piscina Municipal, no Pavilhão de Campo de Besteiros e o relvado sintético do Campo Vale da Pata de Molelos (mascarado de pavilhão gimnodesportivo!), custarão muito mais de 25 milhões de euros aos tondeleneses. Não estão em causa os benefícios, mas o que estas PPP’s esconderam, tudo em nome de proveitos eleitorais indecentes. Acredito que há muitos milhões a justificar e que todos os responsáveis devem ser encontrados. Deixemos que a investigação cumpra o seu papel. Prometo estar atento.

 

A privatização da água que vantagens  trouxe aos tondelenses?

Se alguns tondelenses obtiveram vantagens com a privatização, não sei. Tenho a certeza que a esmagadora maioria gostaria de saber.

Quando pagamos a terceira ou quarta água mais cara do país, numa região farta em  recursos hídricos, ninguém pode estar satisfeito. Não é uma questão ideológica ou de algum preconceito contra os privados, mas sim contra a forma e motivações que levaram à assinatura de uma adenda de legalidade duvidosa e cuja parte de leão resvalou para um único lado. A troco de alguns milhões? Certamente que sim, só que ninguém consegue explicar onde foram gastos mais de 40 milhões, entre as comparticipações comunitárias e a contrapartida financeira do privado. É um caso de polícia.

 

O que faria de diferente no respeitante à actuação do actual presidente do município, sendo eleito?

Além das linhas mestras que anteriormente referi, sem dúvida que distribuiria funções, competências e responsabilidades em pessoas da minha confiança.

 

Quem foi o candidato do PS nas últimas eleições autárquicas?

Foi Cílio Correia, a quem, em nome dos socialistas tondelenses, agradeço o trabalho que desempenhou e desejo os maiores sucessos nas funções que vai ser chamado a desempenhar; assim como agradeço à Otília Barata que o acompanhou, em representação do PS, na vereação.

 

Que resultados obteve o PS?

O PS obteve quase 26% dos votos, tendo eleito 2 vereadores, num total de 7 mandatos.

 

Conta obter melhor votação?

Eu quero vencer estas eleições. Foi para isso que aceitei candidatar-me.

 

Qual é o político tondelense que mais “receia”? Porquê?

Não receio políticos, receio métodos. Receio a dificuldade de influência nos meios mais distantes, onde a informação, pouca ou nenhuma, chega; temo pelos vícios que, durante estas décadas, permitiram a subsistência do poder nas mãos dos mesmos, a troco de fantasias.

 

O estádio Municipal do clube de futebol local foi um erro? Porquê?

O estádio não foi um erro, ele já lá estava e continua a estar. Erro foi o atual presidente ter-se comprometido com os interesses do futebol sem ter consultado quem devia. Foi uma precipitação, de um adepto de ocasião, que deu origem a um processo que não soube conduzir e que, como avisamos, teve consequências – chumbos do empréstimo e de uma obra, feita em coisa alheia, pelo Tribunal de Contas. Multas e despesas em gabinetes de advogados, que certamente ultrapassam a centena de milhares de euros, à custa do nosso dinheiro; desafiei o presidente para, em consenso, encontrar uma solução, mas ele preferiu ir sozinho. Que assuma, sozinho, as suas consequências. Entre o deve e o haver, a posição dos socialistas poupou muitas centenas de milhares de euros aos munícipes.

 

E sobre termalismo? Dinheiros bem empregues?

A estância termal de Sangemil é um fantasma que ora dorme, ora acorda. Já na década de 80, discutíamos as Termas, por uma ou outra razão.  Como diz o ditado – “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”. Longe da sede do concelho, a viabilidade desta estância nunca foi encarada com seriedade. O seu regresso à agenda, infelizmente, não mostra um caminho, mais parece um ajuste de contas. Se existem irregularidades, que se apurem. Se há culpados, que se encontrem. Mais importante do que isso, é encontrar uma solução financeira, para bem de todos.

 

Leitão Amaro é um promissor político do PSD?

Em terra de cegos, quem tem um olho é rei!

 

Marques Mendes esteve muito ligado a Tondela. Foi fundamental para o seu desenvolvimento?

Estamos a falar daquele especialista em tudo, particularmente em energias renováveis? Supostamente, esteve ligado a Tondela, não pelo coração, mas pela barriga! Ninguém lamentou ou sentiu a sua discreta retirada, praticamente coincidente com o descalabro do BPN.  Gente havia convencida que era MM que soprava às pás das eólicas….!  Mesmo sem ele e a bem do Planeta, lá continuam a girar. Ficam lindamente no topo da mais bela serra de Portugal… afinal, para alguma coisa serve o nosso dinheiro.

 

Acert? No bom caminho?

A ACERT é, sem dúvida, a maior referência cultural do interior do nosso país. Velhos são os tempos da minha modesta participação nos seus órgãos sociais, na organização dos primeiros Tom de Festa naquela tenda de circo instalada no pátio da sua velhinha sede de outrora. Nas viagens e aventuras.  Quando tudo era amador! Naqueles tempos em que os acertinos eram “personas non gratas” para o mesmo poder político de agora. Hoje, com tudo diferente, pergunto-me se o poder “invadiu” a ACERT ou se a ACERT conquistou o poder. Deixo uma certeza – com mais de 3 décadas de sócio, a ACERT continua no meu coração. É lá onde encontro muitos dos meus amigos!

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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