Intervenção de Carlos Cunha (CDS) na AMV de 26 de Junho

por Rua Direita | 2017.06.27 - 09:04

Viseu Património

 

É um Plano de Ação que arrancou em fevereiro de 2016 e se prolonga até 2024, constituído por várias etapas;

Foi estabelecido que a primeira fase deste plano de ação ficaria concluída em julho de 2017 e teve como coordenador o Professor Raimundo Mendes da Silva;

Podemos dizer que este plano de ação é a trave mestra sobre a qual assenta toda a candidatura do Centro Histórico de Viseu a património mundial da UNESCO;

 

Os objetivos da primeira fase são:

  • Conhecer e valorizar o património cultural material e imaterial da cidade e da sua história (Sé Catedral/Museu Nacional de Grão Vasco/Igreja da Misericórdia, edificado do Centro Histórico e Cava de Viriato;
  • Reabilitação sustentável do edificado histórico;
  • Caraterizar a história e património do centro urbano antigo (principal objetivo desta primeira fase);

 

Quase a encerrar a primeira etapa do programa Viseu Património, é altura de efetuarmos um balanço daquela que foi em 2013 uma das suas principais promessas de campanha e que era a candidatura do CH de Viseu a Património Mundial da Humanidade.

A estratégia desta primeira fase passou por encontrar uma pessoa altamente prestigiada para liderar e coordenar todo o processo de levantamento do património e do edificado, procurando perceber se este património e todo o seu historial possuem a relevância necessária para suscitar o interesse internacional justificativo da sua candidatura.

Em jeito de balanço compete-nos assim colocar a V/Exa as seguintes questões:

 

1º- Quais as principais ilações do trabalho produzido pela equipa liderada pelo prof. Raimundo Mendes da Silva?

 

2ª-Quem irá liderar e coordenar tecnicamente a segunda fase do projeto Viseu Património?

 

3º Quando podemos ter acesso aos documentos produzidos nesta primeira fase do processo, nomeadamente a Carta Patrimonial do edificado da ARU?

 

4ª- Finda a primeira fase, valerá a pena continuarmos a persistir neste caminho, ou seja, candidatarmos o CH a património mundial da humanidade?

 

5º- Já foi constituído o serviço de apoio aos moradores, proprietários e investidores conforme consta do referido programa?

5.1- Quem constitui a equipa, quem lidera e a quem reporta?

5.2- Ainda existe o Viseu Estaleiro-Escola, entidade responsável pela formação e desenvolvimento de competências principalmente junto das empresas de construção e de aconselhamento junto de moradores e proprietários ou será que foi definitivamente atirado para a prateleira?

 

6º- Foi disponibilizada a linha de urgência do património? Como se pode aceder?

 

7º O serviço de diagnóstico e de aconselhamento gratuito estará certamente concluído através do Freeze Viseu, realizado a 19 de novembro de 2016. Os resultados já foram comunicados aos proprietários? Se não foram quando o irão ser?

 

Finda a primeira fase de todo este processo, as nossas reticências em prosseguir com o processo de candidatura do CH a património Mundial da Humanidade fundamentam-se na prudência encontrada nas afirmações prestadas pelo grupo de reflexão, criado em Abril de 2015, que passo a citar e para a qual peço a vossa especial atenção:

“Não existem dados suficientes que possam sustentar uma declaração de valor universal excecional nem garantias que tal venha a ser comprovado.”

 

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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