Falar “Aquilino”, no Sátão, num território de afectivos sentimentos

por Rua Direita | 2017.04.23 - 19:54

 

 

Pois assim foi e por organização do nosso amigo “Dão e Demo”, plataforma digital de Acácio Pinto, que organiza periodicamente colóquios em torno de realidades que ao território do concelho de Sátão respeitam.

Desta feita o mote foi “O Sátão na Geografia Sentimental de Aquilino”.

Na Casa da Cultura local estiveram presentes os três autarcas das Terras do Demo, Carlos Silva Santiago e o vereador da Cultura, Armando Mateus, José Eduardo Ferreira e José Morgado, respectivamente presidentes dos municípios de Sernancelhe, Moimenta da Beira e Vila Nova de Paiva.

Acácio Pinto abriu a sessão, apresentou a mesa composta por Alberto Correia, Ana Albuquerque, Isabel Segorbe e Paulo Neto e deu início o evento passando a palavra a este último que, a partir da expressão de Ortega Y Gasset “Yo soy yo y mis circunstancias”, projectou 66 imagens das diversas sincronias da vida do escritor, que foi comentando.

O organizador passou um vídeo clip de 4 minutos da responsabilidade da Direcção Geral da Cultura do Norte, realizado pelo cineasta e jornalista Mário Augusto, com cenário na casa do escritor, em Soutosa, com testemunhos de José Eduardo Ferreira, Aquilino Machado, Mariana Machado, Henrique Monteiro e Paulo Neto.

Seguiu-se-lhe Ana Albuquerque, que se centrou na figura de Frei Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, tão bem retratada pela mão do Mestre, no seu “Elucidário” e no Convento da Fraga onde faleceu.

 

Passou a palavra a Alberto Correia que referenciou, centrado na obra “Geografia Sentimental”, as principais referências ao concelho de Sátão, a Lamas, à Fraga, a Mioma e ao pícaro Malhadinhas, passeando todo o auditório pelas suas páginas mais marcantes.

Fechou o período das intervenções a satense Isabel Xavier Segorbe, que aludiu à universalidade do Mestre, ao “Malhadinhas” e às diversas figuras nele retratadas, oriundas de Ferreira d’Aves, mormente o seu familiar, o célebre Bernardo do Paço, acrescentando episódios das diversas perseguições de que Aquilino foi alvo.

De seguida, Acácio Pinto deu a palavra ao público, intervindo Vítor Figueiredo, um descendente directo de um dos amigos e companheiros revolucionários de Lamas, Amadeu de Figueiredo e a Carlos Paixão, escritor oriundo de Aguiar da Beira, que sugeriu, entre outras, pistas para epigrafar frases de aquilino pelo granito deste comum território.

Para encerrar, usaram da palavra José Morgado, Carlos Silva Santiago e José Eduardo Ferreira, que provaram pelas suas intervenções o profundo cuidado, empenho e interesse na mais ampla divulgação de Aquilino Ribeiro como factor identitário comum aos territórios onde pontificam como autarcas, pugnando pela sua universalidade e pela atracção de todos quantos pelo turismo literário se interessam e por quantos são estudiosos da vida e obra do Escritor.

Presentes várias personalidades, como o antigo presidente da Câmara Municipal de Sátão e ex-deputado, José Sarmento Moniz, o ex-secretário de Estado José Junqueiro, Paula Cardoso directora do Museu Nacional de Grão Vasco e outros mais.

A noite acabou amena e ainda em plena cavaqueira, no exterior, mostrando bem quanto o interesse por Aquilino desperta emoções e é portador de um contínuo e inesgotável acervo de memórias, afectos e recordações.

Parabéns a Acácio Pinto e à Dão e Demo.

(Fotos JPPinto, JJ, HL e PN)

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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