“Em democracia, a não ser que se trate de segredos de Estado, não há filtros! “, afirma o PS Tondela

por Rua Direita | 2019.11.20 - 12:05

Na conferência de imprensa, promovida pelo Município de Tondela e ilustrada com a tradicional foto de família, a anunciar um investimento na requalificação da iluminação pública, pediam-se os mesmos aplausos que são devidos às caixas de multibanco quando nos dão o nosso próprio dinheiro. Por agora, não é tema que nos mova, nem tão pouco a questionada posição do município face ao prédio de grandes dimensões e que iniciou obras sem licenciamento e que já mereceu a nossa tomada de posição.

À margem do episódio – foi disso que se tratou – o presidente da câmara municipal de Tondela foi questionado sobre uma frenética Ordem de Serviço, enviada aos colaboradores municipais, sobre alegada proibição de prestar informações aos vereadores sem pelouro, entenda-se oposição.

Na verdade, o vereador visado, ainda essa ordem circulava pelos canais internos, sem ter chegado a todos os destinatários, já dela tinha conhecimento, tal é o grau de eficácia dessas “imposições” que nada dignificam as instituições, às quais se exige transparência.

Em causa, e em resposta a uma pergunta de jornalista, estão as considerações do senhor presidente, carregadas, essas sim, de habilidosas tentativas de influenciar a opinião pública sobre eventuais comportamentos inadequados de um vereador da oposição.

Sobre isso, e no mínimo, o senhor presidente terá de esclarecer qual o grau de densidade e crispação exercida sobre algum funcionário municipal e que entende por “inquisidor”, porque se trata de uma grave ofensa à dignidade desse mesmo vereador.

Se existem um, dois, ou mais colaboradores municipais incomodados, só poderão ser militantes do, cada vez mais reduzido, grupo dos “porta-estandartes” do PSD que, mesmo antes de conhecerem o vereador, já se sentiam incomodados, enquanto outros até se sentem protegidos.

E, não vá o Diabo tecê-las, que fique bem claro que todos os vereadores, sejam da oposição ou não, têm os mesmos direitos, quer a maioria queira ou não, porque a Lei é igual para todos e não depende da cor dos olhos ou da vontade alheia, embora o senhor presidente não estivesse seguro disso, entendendo que não teriam acesso aos documentos contabilísticos, a não ser depois do parecer, contrário ao seu, da Comissão de Acesso na Dados Administrativos, que engloba tudo o que diz respeito à gestão autárquica.

Por isso, e sem qualquer constrangimento, a ação dos vereadores do PS continuará a mesma, na prossecução dos interesses público e municipal, mas desafiando o senhor presidente a dizer quem são os queixosos e, se tiver coragem, quais as questões que foram levantadas e se merecem, ou não, ver respondidas.

Em democracia, a não ser que se trate de segredos de Estado, não há filtros! Os vereadores socialistas não querem ouvir o que gostam ou deixam de gostar, mas apenas os factos. Todas as suposições em contrário, não passam de fantasmas que vingam em searas que não são as nossas.

E mal vai o reino que proíbe, em vez de perceber que existe, dentro da cada um de nós, algo maior e que nos impede de ficar calados! “

O vereador do Partido Socialista       

Joaquim Santos

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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