Carregal do Sal – Glifosato, porquê?

por Rua Direita | 2017.06.12 - 12:20

 

Na sequência do requerimento apresentado em 2016 por vários deputados, o Bloco de Esquerda questionou por escrito todas as Câmaras Municipais sobre o uso de Glifosato nos espaços públicos. Carregal do Sal deu resposta positiva e consta na lista das autarquias que recorrem à utilização deste herbicida. 

 

O Glifosato é um veneno PERIGOSO, independentemente do que vos digam. Há uma falsa propaganda que afirma que o glifosato é menos prejudicial para a saúde que outros herbicidas. MENTIRAS.

Os efeitos estudados desta substância provam que aumenta a incidência de cancros (especialmente do cérebro e da mama), parkinson, alterações dos fetos por via placentária levando a microcefalia. Pode, também, causar danos aos sistemas cardiovascular, gastrointestinal, renal, nervoso e respiratório. É igualmente bacteriogênica, o que quer dizer que impede a reprodução de bactérias que vivem na flora intestinal e que são indispensáveis para o correto processamento dos alimentos pelo nosso organismo. Além do referido ainda estimula o surgimento do autismo, do transtorno do deficit de atenção e hiperatividade (pois o glifosato afeta as funções hormonais e da tiroide), alzheimer, anencefalia, defeitos de nascença, intolerância ao glúten e doença celíaca, doença crónica nos rins, colite, depressão, diabetes, doença cardíaca, hipotireoidismo, doença inflamatória intestinal, doença hepática, doença de Lou Gehrig, esclerose múltipla, obesidade e problemas reprodutivos e respiratórios.

Estudos mostram que esta substância reduz a produção de progesterona, o que no fundo se traduz em mais abortos involuntários, visto que a função da progesterona é estimular a proliferação das células do embrioblasto, garantindo a nidação no cório e futura formação da placenta.

Um estudo da Organização Mundial de Saúde determinou que este herbicida é cancerígeno, podendo provocar Linfoma Não-Hodgkin, um dos cancros que mais se regista em Portugal com 1700 novos casos por ano.

É importante lembrar que a Monsanto (empresa que produz o RoundUP, entre outros herbicidas à base de glifosato) sempre “garantiu” que o glifosato é um produto inofensivo para a natureza, os animais e os seres humanos. Durante muitos anos, os rótulos do Roundup continham em letras grandes “biodegradável”. O produto começou a ser comercializado em 1973 e, apenas em 1997, a empresa foi condenada por propaganda enganosa e obrigada a retirar a falsa informação dos rótulos.

Em 2005, o investigador francês Gilles-Eric Seralini, da Universidade de Caen, publicou na revista científica Chemical Research in Toxicology um estudo constatando que doses muito baixas de Roundup provocam a morte de células humanas em poucas horas.

Em 2002 outro pesquisador francês, Robert Belle, diretor da Estação Biológica do Centro Nacional de Pesquisa Social de Roscoff, provou que o glifosato altera a etapa de divisão celular, levando-a a um grau de instabilidade que é próprio das primeiras etapas de cancro.

AINDA ACHA QUE TER ERVAS NA BEIRA DA ESTRADA É ASSIM TÃO MAU?

O movimento Carregal Positivo sugere que sejam aplicados métodos alternativos sem recorrer a produtos químicos, como já acontece em vários municípios do país. Desta forma evitam-se prejuízos à saúde pública e o agravamento da poluição dos lençóis freáticos.

Por nós, pelos que amamos e pelos que hão de vir! QUEREMOS MAIS. MAIS SAÚDE. MAIS AMBIENTE.
Carregal Positivo

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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