Carlos Amaral, presidente cessante do CDS-PP Tondela acusa Hélder Amaral de se deixar levar ao serviço de “causas pessoais”…

por Rua Direita | 2017.03.23 - 16:59

A página do CDS-PP Viseu está actualizadíssima e mantém os candidatos para as autárquicas 2011 em grande destaque.

Confirmar aqui:

http://web.cds.pt/static/index.php%3Foption=com_content&view=article&id=197:viseu&catid=138&Itemid=146.html

E procurámo-la porquê? Para tentar perceber que tremores de terra abalaram a concelhia de Tondela, onde, ao que se apurou, houve demissão em bloco, por discordâncias acerca do modo como a comissão política distrital conduziu o processo eleitoral.

Carlos Amaral, presidente demissionário da concelhia local, referiu-se à “desconsideração que a condução desse processo tem tido pelas pessoas, militantes e meros simpatizantes, que há quatro anos pegaram na Concelhia de Tondela e, do nada, a conseguiram dinamizar e apresentar candidaturas em 16 das 19 freguesias do concelho”.

Entretanto, por aqui e por ali, deparámos com uma carta aberta de Carlos Amaral a Hélder Amaral, presidente da distrital, que aqui reproduzimos…

 

Provavelmente esta cisão poderá ter alguma parcial origem e/ou fundamento na apresentação de António Dinis como candidato à CMT, na qualidade de independente, secundado por Carlos Jorge Dias. O primeiro foi vereador do Desporto eleito pelo PSD, de 2005 a 2013, o segundo é o comandante dos BVT. A número três da lista é Sara Silva, que já em 2005 havia sido candidata pelo CDS.

Segundo a Emissora das Beiras, ” o professor universitário, que foi dirigente da JSD em Tondela, membro da concelhia e da distrital do PSD, delegado regional do Instituto Português da Juventude de Viseu e vereador na Câmara de Tondela entre outubro de 2005 e julho de 2013, lembrou, ao longo do seu discurso, que os principais problemas do concelho se agravaram de forma significativa no último mandato, liderado pelo social democrata, José António de Jesus.

Recordamos que em 2013 o PSD ganhou as eleições com cinco mandatos (53,48%), contra dois do PS (25,69%).

Em suma e como escreve Carlos Amaral, “esperamos que a lavagem da roupa suja em público fique por aqui“, num projecto político iniciado há 4 anos, “abandonado e desprezado” por um presidente da distrital que “se deixou levar ao serviço de causas pessoais“.

As palavras estão no papel e Hélder Amaral ainda não as desmentiu, ao que sabemos. Aguardaremos para perceber com mais nitidez estes ainda difusos contornos do que parece ser uma “ultrapassagem pela direita e a grande velocidade” de um órgão político concelhio, legitimado pelos seus eleitores.

 

 

 

 

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