caos | casa d’artes e ofícios

por Rua Direita | 2017.05.10 - 13:34

Identificação do coletivo:

caos | casa d’artes e ofícios

É um espaço coletivo de intervenção artística e oficinal, que visa apresentar e debater, de forma abrangente e livre, temas relacionados com a arte, a criatividade e a extensa rede de conhecimento que estas relacionam e expandem. Viajaremos entre os valores da terra e das gentes, entre a tradições arcaicas enraizadas num solo milenar e as vanguardas sem fronteiras.

Trabalharemos em torno de exposições, na formação junto de vários escalões etários, no saber técnico e oficinal, na história e na teoria da arte, em debates e conferências, em eventos públicos de diferente natureza. Seremos um lugar de encontro e de partilha na cidade de Viseu, mas não ficaremos limitados ao nosso espaço físico, nem da nossa cidade. Procuraremos outras geografias para revelar o nosso projeto. Somos Cristina Nogueira, Duarte Belo, José Cruzio, Luís Calheiros e Paula Magalhães. Transportamos identidades e experiências individuais que se fundem num coletivo para criar sinergias que amplifiquem saberes adquiridos e modos de ação. Estamos no Largo de São Teotónio, 30, por trás da Sé Catedral de Viseu, num espaço enraizado no mais sólido e antigo chão da cidade, coração de uma vasta região que vai do Douro ao Mondego e do Caramulo à Estrela.

 

Manifesto do caos:

Desenhamos sobre o branco, construímos uma casa, identidade partilhada, uma ideia de independência, procura ativa de afinidades e da arte.

Expor linguagem, mapear, arquivar, dialogar com o passado, consolidar raízes. Refletir a essência dos fazeres que apontamos. Mostrar a dúvida e os caminhos bifurcados. Enfrentar o futuro.

Na transparência, a construção do texto limpo e inacabado, a forma poética do real, de um quotidiano inquieto. As experiências de vida, o fascínio da comunicação e da partilha, a solidão em contemplação. Os jogos da existência imponderável. A sedução do vazio. Um rasto de luz, uma sombra iluminada. Ser uma cidade dentro da cidade Ser cor para o atravessamento de mundos estranhos intuídos. Lugares imaginários, civilizações cintilantes, reinos inventados, sublimados. Penetramos condições paralelas, respiramos atmosferas desconhecidas. Desenhamos arquiteturas e abismos, caminhos na floresta densa e sombria. Nas montanhas geladas observamos as nuvens sobre as terras baixas. Um planeta a girar na noite sob um céu estrelado em movimento. Escutamos o silêncio. Apontaremos trilhos de liberdade, invenção de percurso. No cruzamento de itinerários desconexos marcamos a nossa condição de observação do caos. Avançaremos sobre relações topológicas inusitadas, diálogos abertos, rostos que são mapas da terra e do tempo. Edificar aqui o sentido dos fazeres e do entendimento do habitar. Transformar em linguagem os códigos da vida. Fazer desenhos, apresentar ideias, edificar propostas de permanência, imaginar novos espaços-tempo, compreender quem somos na irredutível impossibilidade de parar.

Texto de Duarte Belo

 

Evento:

aparição do caos . 13 de maio . 17:30

O caos, casa d’artes e ofícios, apresenta-se à cidade no próximo dia 13, pelas 17h30, com uma exposição coletiva sobre o tema “o sacrilégio como uma das belas artes” de Duarte Belo, Jose Cruzio, Luís Calheiros e Paula Magalhães.

Aparição única de Carlos Santiago com um monólogo de sua autoria.

Lado a lado e à mesma hora, criando um percurso para os visitantes, a Venha a nós a Boa Morte, em Viseu, recebe a inauguração da exposição “O Arquivo como Cidade” de Duarte Belo.

Fundidos na mesma rua do Centro Histórico de Viseu, dois espaços de encontro e de partilha na cidade que prometem não se limitar ao milagre da sua aparição.

 

Pag.FB: https://www.facebook.com/casadarteseoficios

 

Evento “ O Arquivo como Cidade” de Duarte Belo / Venha a Nós a Boa Morte:

 

Fundidos na mesma rua do Centro Histórico de Viseu, dois espaços de encontro e de partilha na cidade que prometem não se limitar ao milagre da sua aparição.

 

O ARQUIVO COMO CIDADE  13MAI2017| 17H30

Inauguração da exposição de Duarte Belo na Venha a Nós a Boa Morte, em Viseu

São as fotografias de uma terra vasta realizadas no decurso de várias décadas. Centenas de milhares de quilómetros percorridos, dezenas de milhares de lugares registados, todas as cidades, todas as vilas, inúmeras aldeias e territórios pouco povoados, da orla marítima, das margens dos rios ao topo das montanhas. A representação sistemática e continuada de um espaço pela fotografia dá origem a um mapa que se afasta, progressivamente, do território que começou por representar. Sedimentos sobre sedimentos. Erosão. Uma realidade espetral parece emergir de um complexo arquivo já não apenas de imagens, mas igualmente de uma teia de desenhos e palavras que edificam uma arquitetura singular. Aí percorremos as ruas de uma cidade imaginária cujos contornos configuram um espaço que conquista a sua própria verdade.

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Duarte Belo (Lisboa, 1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas.

Da obra publicada poderíamos destacar Orlando Ribeiro — Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela (1999); Ruy Belo — Coisas de Silêncio (2000); O Vento Sobre a Terra — apontamentos de viagens (2002); À Superfície do Tempo — Viagem à Amazónia (2002); Território em Espera (2005); Geografia do Caos (2005); Terras Templárias de Idanha (2006); Olívia e Joaquim – Doces de Santa Clara em Vila do Conde (2007); Fogo Frio – O Vulcão dos Capelinhos (2008); Comboios de Livros (2009); Desenha, produz e fotografa as ilustrações do conto O Príncipe-Urso Doce de Laranja (2009); Cidade do Mais Antigo Nome (2010).

De uma obra documental extensa, centrada no levantamento fotográfico da paisagem e das formas de ocupação do território, são de destacar as obras Portugal — O Sabor da Terra (1997) e Portugal Património (2007-2008). Este trabalho sobre Portugal deu origem a um arquivo fotográfico pessoal de mais de novecentas mil fotografias.

www.duartebelo.com

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Lado a lado e à mesma hora, criando um percurso para os visitantes, o colectivo caos abrirá as portas pela primeira vez ao público, com a inauguração de uma exposição no n.º 30 do Largo de S. Teotónio. caos, Casa d’Artes e Ofícios, é um “espaço colectivo de intervenção artística e oficinal, que visa apresentar e debater, de forma abrangente e livre, temas relacionados com a arte, a criatividade e a extensa rede de conhecimento que estas relacionam e expandem.”

Fundidos na mesma rua do Centro Histórico de Viseu, dois espaços de encontro e de partilha na cidade que prometem não se limitar ao milagre da sua aparição.

 

Pag.FB: https://www.facebook.com/venhaanosaboamorte

 

JCruzio

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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