BE EXIGE LIGAÇÃO DO IC12 A NELAS E A MANGUALDE (A25) PARA ACABAR COM OS GRAVES ACIDENTES RODOVIÁRIOS

por Rua Direita | 2018.02.20 - 16:04

 

 

A Estrada Nacional 234 entre os quilómetros 88,3 e 89,3, entre Canas de Senhorim e Nelas, apresenta duas curvas perigosas, conhecidas por “curvas dos Valinhos”,  onde já se registaram inúmeros acidentes, alguns com gravidade, de que resultaram muitas vítimas mortais e elevado número de feridos.

 

Esta via sofreu um  considerável aumento no seu volume de tráfego desde que foram implementadas portagens na A25, o que fez subir o risco de acidentes para os seus utentes, incluindo moradores e trabalhadores das várias empresas e fábricas do concelho de Nelas.

Esta situação tem-se arrastado, apesar de tomadas de posição pública de autarcas e de movimentos cívicos, como o Movimento por uma EN 234 Segura”, que em 2015 chegou a promover uma sessão pública, e uma Petição pela Eliminação dos Pontos Negros na EN 234”, em 2016.

No passado dia 15 de fevereiro, ocorreu outro acidente, um despiste, envolvendo dois adultos (que ficaram encarcerados) e duas crianças,  de que resultaram três feridos ligeiros e um ferido grave, transportado para o Hospital de Viseu. Desde o início deste ano já ocorreram neste troço, pelo menos quatro acidentes graves.

Sem prejuízo das medidas imediatas neste troço para resolver eficazmente os problemas de segurança e sinistralidade, da responsabilidade da entidade gestora da EN 234,  a Comissão Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda exige à tutela a urgente conclusão do IC12, entre Canas de Senhorim e Nelas e o seu prolongamento até Mangualde (A25).

Aproveitamos para reiterar a oposição da Comissão Distrital de Viseu do BE ao projecto da chamada “Via dos Duques”, apresentada pelo governo PSD/CDS poucos meses antes das eleições, por não passar de um logro, ao pretender privatizar o IC12, entregando, de mão-beijada,  uma via em perfil de auto-estrada, já paga, à empresa que ficasse com a empreitada, ficando o IC37, entre Viseu e Nelas, apenas com perfil de auto-estrada (2×2 vias) em um terço do percurso, ou seja, mais um IC perigoso, como já tivemos o IP5 e  temos o IP3. Aliás, o deputado Pedro Alves, numa intervenção na Assembleia Municipal de Viseu, em 30.12.2013, sobre a auto-estrada Viseu-Coimbra, confessou o verdadeiro objectivo da direita: “Se o IP3 passar a ser a alternativa, não há condições de viabilidade económica de uma auto-estrada. Ou seja, nenhum concessionário aceitará construir uma auto-estrada que não tenha rentabilidade”. Este argumento também foi assumido pelo secretário de Estado do governo de Passos Coelho, Sérgio Monteiro, numa entrevista a um jornal regional, referindo-se à “Via dos Duques”. Ou seja, a direita estava disposta a  deixar o IP3 por requalificar, para não prejudicar o negócio privado da auto-estrada, e as populações da nossa região ficariam cercadas por portagens, na A25, na A23, no IC12 e na nova auto-estrada a Sul. Por isso, o BE continua a exigir a requalificação urgente do IP3 que só ainda não foi concretizada porque os partidos que se têm alternado no poder (PSD, CDS e PS) preferem favorecer negócios privados e PPP ruinosas.

 

(Foto DR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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