AVISO À POPULAÇÃO PRECIPITAÇÃO, VENTO e AGITAÇÃO MARÍTIMA

por Rua Direita | 2018.03.16 - 18:18

 

1. SITUAÇÃO

De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, prevê-se nas próximas 48 horas o agravamento das condições meteorológicas:

·         Precipitação persistente, e pontualmente forte (>10 mm/h), a partir das 00:00h de amanhã (17 MAR), com o período de maior intensidade entre as 00:00h e as 07:00h nas regiões dos distritos de Leiria, Lisboa e Santarém, progredindo para Sul, com maior probabilidade e intensidade, no período  entre as 12:00h e as 21:00h, para os distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro.

A partir do final da manhã de domingo (18 MAR) há tendência para a precipitação diminuir.

·         Condições para queda de neve acima dos 800/1000 metros, com acumulação de até 5 cm, nas regiões Norte e Centro, no período compreendido entre as 18:00h de hoje (16 MAR) e as 09:00h de amanhã (17 MAR).

·         Aumento da intensidade do vento a partir do final do dia de hoje, mantendo-se durante o dia de sábado (17 MAR), com rajadas a atingirem os 90 Km/h, no litoral, e 100 km/h nas terras altas, em especial na faixa costeira a Sul do Cabo Mondego.

Os períodos mais críticos situar-se-ão entre as 06:00h e as 12:00h e entre as 18:00h e as 24:00h.

·         Possibilidade de se verificarem fenómenos extremos de vento (intensidade superior à acima indicada) no litoral Centro e Sul, especialmente no período da tarde.

·         Diminuição da intensidade do vento a partir do final da manhã de domingo (18 MAR), mantendo-se, contudo, a previsão de rajadas até 70 km/h.

·         Agitação marítima com ondulação de noroeste de 4 a 5 m na costa ocidental a Sul do cabo Mondego até final da manhã de domingo (18 MAR). Na costa Sul, prevê-se agitação marítima de sudoeste, também de 4 a 5 m, a partir do final da tarde de amanhã (17 MAR).

 

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

·         Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;

·         Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;

·         Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;

·         Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;

·         Danos em estruturas montadas ou suspensas;

·         Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;

·         Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;

·         Possíveis acidentes na orla costeira;

·         Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

 

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A ANPC recorda a necessidade de se adotarem comportamentos adequados aos perigos, especialmente nas zonas mais vulneráveis, divulgando, para o efeito, as principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

·         Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirar os inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

·         Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a acumulação de neve e a formação de lençóis de água nas vias;

·         Evitar atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas e/ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

·         Garantir a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

·         Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, mantendo-se atento para a possibilidade da queda de ramos e/ou árvores em virtude de vento forte;

·         Ter especial cuidado na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas mais suscetíveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;

·         Evitar praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, bem como o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

·         Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 

Filipe Bernardo

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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