Conselho Académico do IPV contra aumento valor das propinas

por Rua Direita | 2018.07.08 - 11:15

O Conselho Académico do IPV reuniu-se para debater assuntos relacionados com a instituição. Um dos pontos da ordem de trabalhos consistia em emitir parecer acerca da nova tabela do valor de propinas a cobrar no ano letivo 2018-2019. Nesta, está previsto um aumento de cinquenta euros anuais aos alunos de licenciatura.

 

Perante isto, a AAIPV considera que:

1.    Deveria ter ocorrido um debate mais próximo dos estudantes e seus representantes na procura de uma solução e discussão sobre um possível aumento de propina;

2.    O grau de licenciatura é o que comporta mais alunos;

3.    O caminho deve ser procurado pela contribuição de mais alunos e consequentemente mais contribuição e não pela sobrecarga dos novos alunos e dos alunos inscritos em licenciatura;

4.    O valor atual representa, a par da excelente qualidade de ensino ministrado e oferta curricular no IPV, um fator diferenciador e de competitividade na atração de novos alunos, em comparação a outras instituições de ensino superior do país;

5.    Deve-se procurar captar novos alunos, de forma a preencher a totalidade das vagas e lutar contra o abandono escolar que ainda é muito elevado;

6.    Não se perspectivam quaisquer obras de beneficiação, ou benefício direto e notório, decorrente do possível aumento de receita arrecadado com este aumento;

7.    Este aumento de receita poderá resultar num limite, e hipoteticamente, num aumento de receitas em milhares de euros, mais concretamente trezentos mil euros (valor máximo estimado e passível de poder vir a ser arrecadado);

8.    Estes milhares de euros serão retirados da economia local das cidades de Viseu e Lamego;

9.    Recentemente, após uma reunião com a associação de estudantes da ESTGL e município de Lamego, percebemos as dificuldades que enfrentam na captação de novos alunos, sendo totalmente prejudicial e penalizador este aumento de propinas como fator de captação e atração;

10. Durante os anos de crise e restrições orçamentais, fruto da intervenção da Troika, o valor de propinas manteve-se inalterado pela anterior direção;

11. Assistimos a uma recuperação económica e aumento de poder de compra das famílias e aumento de rendimentos;

12. Pela primeira vez são dados passos a nível governativo de discriminação positiva, como a redução de vagas do litoral em cinco por cento em favor das instituições do interior;

13. Decorrente da lei, o valor das propinas deve reverter e traduzir-se num real acréscimo de qualidade de ensino em infraestruturas, por exemplo;

14. Em plena fase de exames de recurso, este não é o timing ideal para se discutir e tomar decisões sobre o aumento das propinas. As eventuais repercussões que esta medida trará nas candidaturas do próximo ano também demonstram que este não é o momento ideal para determinar tal aumento;

15. Este é um sinal muito negativo e contrasta com aquela que deve ser a mensagem e o objetivo do IPV;

16. Foi lançado um apelo ao adiamento da discussão para o próximo do ano sem sucesso;

17. Foi lançado aos conselheiros um apelo ao chumbo do parecer, mas sem sucesso, apenas contou com votos contra da AAIPV, AEESAV e os três representantes da escola superior de Lamego (ESTGL).

 

 

 

 

A Associação Académica do Instituto Politécnico de Viseu e suas associadas,

Mauro Pinto

(AAIPV)

Tiago Santos

(AEESAV)

Ricardo Nóbrega

(AEESTGL)

Bruno Faria

(AEESEV)

Ana Pinto

(AEESTGV)

Guilherme Rodrigues

(AEESSV)

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