CDU apresenta os seus candidatos a Viseu. Filomena Pires é a candidata à CMV

por Rua Direita | 2017.05.29 - 22:29

A CDU apresentou hoje os cabeça de lista para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Freguesia de Viseu, respectivamente Filomena Pires, professora,também colaboradora da Rua Direita, Fernando Loureiro, advogado e Francisco Almeida, professor.

Temos as alocuções proferidas pelos dois primeiros, que e aqui vos deixamos na íntegra:

 

“Apresentamos hoje os primeiros candidatos aos órgãos autárquicos: Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia de Viseu.

Honrando a confiança em nós depositada pelos eleitores há quatro anos, o trabalho que desenvolvemos pautou-se pela honestidade e pela competência.

Há quatro anos assumimos o compromisso de lutar contra o défice democrático que todos ainda hoje sentimos na nossa região, de manter a proximidade aos problemas concretos das pessoas que nela vivem, de organizar a luta pelo direito à saúde, ao trabalho com direitos, contra o encerramento de escolas, contra o encerramento de serviços públicos, contra as portagens, pela igualdade entre as mulheres e os homens, pela inclusão das pessoas especiais e tantas outras causas que se prendem com a melhoria das condições de vida dos viseenses. Hoje, como ontem, mantemos este compromisso agora reforçado pela qualidade da nossa intervenção, nomeadamente enquanto eleita na Assembleia Municipal.

Foi a CDU que, pela aprovação unânime de uma moção, permitiu que os pequenos proprietários florestais de Torredeita, por exemplo, possam aceder a financiamento europeu para reflorestar as áreas ardidas, verbas que no total ascendem a cerca de 400 mil euros. Foi pela ação da CDU que a CMV se viu obrigada a tornar transparentes decisões feridas de ilegalidade de que é exemplo a criação da Beira Amiga. Denunciámos o caminho da privatização do serviço de água e saneamento, do serviço de transportes públicos no concelho e do estacionamento na cidade. Foi também pela voz da CDU que as necessidades sentidas em muitas das freguesias chegaram à Assembleia Municipal. A nossa intervenção foi crítica mas também feita de muitas propostas desvalorizadas pelo executivo camarário mas por ele levadas à prática muitas vezes. A seu tempo daremos maior visibilidade a estas propostas.

Nestes quatro anos a CDU marcou a diferença na AM. Continuando a assegurar o nível de intervenção nesse órgão, pretendemos agora levar à Câmara Municipal a qualidade da nossa intervenção, a firmeza na defesa dos interesses das populações, a pertinência e valor das nossas propostas. Por isso nos propomos, provas dadas da nossa determinação em tornar mais transparente a gestão do município, a levar mais longe este trabalho. É preciso mais democracia na Câmara, é preciso fazer diferente para melhor, intervir no concelho de outra maneira. Não basta dizer que se faz para as pessoas, é decisivo fazer com as pessoas. Ouvir, envolver, incentivar a cidadania.

Continuaremos a bater-nos por uma visão estratégica que assente na realidade que temos e não num imaginário concelho reduzido a uma urbanidade comprada e feita por encomenda.

Agora que todos falam de acessibilidades, é bom lembrar que foi a CDU a única força política a opor-se ao encerramento das ligações ferroviárias a Viseu e aquela que mantém na AR Projectos de Lei para a sua concretização. Continuamos a luta contra o injusto pagamento de portagens na A24 e na A25 Defendemos a requalificação do IP3 em perfil de auto estrada sem portagens, a concretização do IC37, e uma ligação condigna ao Sátão. O novo sistema de transportes públicos manifesta-se insuficiente e inadaptado às necessidades das populações do concelho. Na educação apontámos continuamente a necessidade de intervenções e propusemos a solução para concretizar com urgência as obras na Viriato e na Grão Vasco, e defendemos o reconhecimento da excelência do IPV como primeiro passo para a criação da Universidade Pública. Continuaremos a lutar com os produtores pela construção do matadouro de Viseu, a valorização da Agricultura Familiar e a criação de instrumentos para o escoamento da produção agrícola, que não apenas o vinho.

Ao contrário do idílio dos slogans, a pobreza continua a assolar o concelho e a resposta é feita essencialmente de caridadezinha publicitada nas atas da CM. A criação de gabinetes a que assistimos nestes quatro anos apenas serviu a propaganda e as empresas com mais elevados volumes de faturação – o pequeno comércio ou a pequena indústria continuam a sobreviver e mal, nomeadamente no Centro Histórico onde as propaladas medidas para a sua revitalização, se revelam desconexas, ineficazes e contraproducentes, como demonstram as novas regras de estacionamento.

Do muito dinheiro investido na “propaganda” turística não sobrou nada para a elaboração do imprescindível Plano de Desenvolvimento Estratégico para o setor que vá para além da promoção de algumas quintas, da encomenda de fogo-de-artifício e luzes ofuscantes da verdadeira incapacidade para realizar ações sustentadas.

Da inércia na construção de infraestruturas essenciais ao desenvolvimento do Concelho, e dos ataques aos serviços públicos alimentada pelo governo do PSD e CDS, Almeida Henriques salta agora para a exigência apressada de que tudo o que não resolveu como secretário de estado se resolva no imediato. Cabe-nos manter a exigência junto do Governo para que venha para o concelho tudo a que temos direito, sem esquecer a responsabilidade do governo anterior no seu adiamento. Não posso terminar sem aludir àquilo que o executivo camarário chama de “verruguinhas” mas tão relevantes para quem sofre os seus efeitos nefastos: continuam a existir problemas graves de saneamento básico, falta a conservação e limpeza de caminhos nas zonas rurais e mesmo à entrada da cidade, falta requalificar a central de camionagem, faltam médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar na saúde e na educação, falta acabar com a precariedade nos trabalhadores da autarquia, falta transparência nos apoios dados à cultura e às associações.

Falta a capacidade para conviver com a diferença, falta acabar com a arrogância de quem se perpetua como maioria e perde o sentido democrático do exercício do poder. O esplendor da liberdade exige outra cidade e outro concelho, exige pensar diferente!

A CDU faz falta na Câmara, dar mais força à CDU é afirmar a diferença!

Viseu pode contar com a CDU!”

 

 

 

 

 

“Perguntar-me-ão o que leva um advogado sem qualquer carreira política, ou sem  pretensões de natureza política, a concorrer à Assembleia Municipal de Viseu integrado na CDU?!

Faço-o na minha qualidade de independente, no exercício de um direito e de um dever cívico, em nome duma cidadania activa e participativa, liberta de qualquer ortodoxia, dogmatismos ou radicalismos.

A minha decisão de aceitar encabeçar o projecto da CDU para a Assembleia Municipal, teve como determinantes a minha comunhão com a sua consigna de trabalho, honestidade e competência, bases determinantes para a realização efectiva duma democracia verdadeiramente alicerçada na participação e no interesse das populações, sem tabus sejam eles de natureza económica, social, política ou de crença.

É do conhecimento geral que a CDU, enquanto coligação democrática e unitária desenvolve no âmbito do poder local um trabalho de excelência, de procura do bem comum, de resolução dos problemas da população, de aplicação criteriosa dos dinheiros públicos. É por isso é com orgulho que aceitei o desafio de integrar a lista da CDU à Assembleia Municipal de Viseu.

Se no campo da actividade autárquica, a minha experiencia se limita ao exercício do cargo de Presidente e membro da Assembleia de freguesia da localidade de onde sou natural, Couto de Baixo, colmato essa escassa experiencia com uma forte vontade de servir e de dar continuidade ao excelente trabalho que a CDU realizou nestes quatro anos na Assembleia Municipal de Viseu.

Quem me conhece sabe que procuro ser sempre um elemento construtivo, unificador, voltado para a solução dos problemas, avesso à critica pela critica, dialogante e consensual, respeitando as propostas contrárias desde que positivas e de boa fé, com o único fim de encontrar melhor e mais justiça social, mais e melhor qualidade no bom que exista e no que é preciso fazer.

Não há promessas extraordinárias, para além da vontade de estar do lado dos viseenses, de cumprir com zelo e empenho o mandato que me for confiado, fazendo jus à tradição da CDU, correspondendo às expectativas, em especial daqueles que ambicionam ter uma vida melhor neste Concelho.

Pois quem não vive para servir não serve para viver.

Obrigado

Fernando Loureiro”

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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