Vila Nova da Rainha: uma jogada de azar e tragédia

por Carlos Cunha | 2018.01.15 - 09:41

 

 

Quando nos preparamos para escrever sobre política local, rapidamente nos damos conta que perante uma tragédia tão hedionda, que ceifou a vida a oito pessoas e deixou feridas outras 35, que se encontravam numa Associação Recreativa em Vila Nova da Rainha, no concelho de Tondela, para participar num torneio de sueca, tudo o resto passa para um plano secundário.

Num curto período de tempo, a vida pode mudar em 180º o seu curso, atingindo  quem se estava a preparar para passar um serão de agradável convívio e confraternização entre amigos.

Ainda não refeitos da dor que os atingiu no passado mês de Outubro, em virtude dos tenebrosos incêndios que lhes levaram vidas e património, bate-lhes novamente a tragédia à porta.

A estas famílias resta apenas a coragem para fazer o luto e reerguerem-se de novo. Uma tarefa hercúlea que certamente precisará do apoio de muitos para voltarem a reencontrar o ânimo e o sentido da vida. Este trabalho é ainda árduo em localidades pequenas de um Interior pouco povoado, onde a morte de uma pessoa significa, muitas vezes, o encerramento de mais uma casa, havendo aldeias onde há ruas que vão ficando com cada vez mais casas fechadas.

Marcelo Rebelo de Sousa regressou a Tondela para presenciar in loco mais esta adversidade. Visitou a Associação Recreativa de Vila Nova da Rainha, inteirou-se dos factos, confortou os populares e seguiu para Viseu até ao Hospital, onde visitou alguns dos feridos da tragédia.

Podemos criticar o aparato mediático que envolve a aparição do Presidente da República, mas também podemos dizer que este aparato mediático pode ser visto de modo positivo, quando o motivo e a preocupação que os originam são verdadeiramente genuínos.

O mediatismo de Marcelo, quando canalizado para boas causas, como o tem feito até aqui, alerta para problemas e dificuldades do país real, que outros vão procurando camuflar, preferindo antes olhar para análises estatísticas, que mascaram a realidade em que estas populações vivem.

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

Pub