Um secretário de Estado entre apupos audíveis e “aplausos” que ninguém ouviu

por PN | 2018.06.03 - 12:17

 

Não tem sido “confortável” – pelo menos tanto quanto julgara ser – a vida de João Paulo Rebelo, a jovem vedeta socialista viseense em ascensão, enquanto secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

 

Pasta supostamente inócua, sem previsíveis grandes atribulações nem necessidade de “einsteins da política”, foi uma recompensa para o promissor gestor da Movijovem, para o ex-empresário da comunicação social regional, para o empreendedor agrícola atreito a “lapsos”, para o deputado que não deixou o assento quente, para e em suma, aquele que provavelmente vai ser o próximo candidato do PS à Câmara Municipal de Viseu, sacrifício que já lhe é exigido pelo muito que da política tem recebido.

A sua tutela tem a juventude e o desporto. A primeira apupa-o, o segundo critica-o. Está no bom caminho, sendo difícil em tão pouco tempo ter tanta e tão mediática antena. Mesmo que seja pela negativa e por polémicos motivos.

Entretanto, em termos funcionais, nada se lhe conhece de produção positiva, até e pelo contrário, nunca tantos e tão escabrosos escândalos se conheceram na área desportiva, dos quais obviamente não é culpado, mas também aos quais, temeroso, não reage com rigor, autoridade e competência.

É também a evidência de um governo pouco criterioso em nomeações políticas, onde mais do que o valor do mérito, vale uma “subpartidarite de seita” ou a palavra certa no momento certo do amigo certo. O que é, convenhamos, notável enquanto critério.

Leia aqui, transcrito com a devida vénia…

 

Secretário de Estado apupado devido a alterações ao regime do Associativismo Jovem

 

(Foto DR)