Um pântano de amarguras…

por PN | 2018.03.29 - 17:42

 

As notícias de hoje não são animadoras…

792 milhões para o Novo Banco

Salgado deixa buraco de 1,6 mil milhões de euros

CGD, sabemos lá nós? 51,9 milhões de lucro em 2017 contra 1,85 mil milhões de euros em 2016. À custa de quem, tal milagre?

Mas o déficit do PIB sobe para 3,0%.  E escreve o Expresso “Tudo por causa da Caixa Geral de Depósitos. Este resultado inclui o impacto da operação de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), no montante de 3 944 milhões de euros, que determinou um agravamento da necessidade de financiamento das AP em 2,0% do PIB”, destaca o INE.
Sem esta operação, o défice teria sido de 0,92% do PIB, o mais baixo da democracia portuguesa.”

O que é que eu não entendo nesta salsada?

Noutro contexto, um determinado grupo designado como a “Máfia dos colégios” esturricou 36 milhões pagos pelo Estado…

Há por aqui muita coisa que os portugueses não aceitam sem compreender. Estes “saqueadores” de biliões, incluindo os nunca responsabilizados administradores do banco público, não estão todos presos porquê? São inimputáveis?

Uma notícia referia, a semana passada, que cada português arcaria com 375 Euros para salvar a CGD. Ninguém me perguntou nada. E a si, caro leitor? No Novo Banco a história que se conhece. No Montepio, o “bruáá” opaco que não transparece.

Esta malta – que como todos nós não ignoramos, ganha milhões – não responde pelos seus actos lesivos de todos nós? São os supraportugueses, os metaportugueses?

A desvergonha dos “colégios privados” de um certo grupo não é suficientemente imoral e lesiva para uma penalização exemplar por parte da Justiça?

Nestes enredos todos, sucessivos, recorrentes, frequentes, habituais… o que é que não bate entre a bota e a perdigota? Talvez a certeza da impunidade… Ou será uma imunidade de certos cidadãos fraternalmente protegidos por uma tentacular rede de estranhíssimas mas poderosas ligações?

Quando acabam em Portugal os folhetins da banca que andou a conceder biliões de crédito a uma centena de “tóxicos” e “mal parados”, pagos por todos os portugueses, continuamente saqueados por instituições sem pudor, sem culpa nem vergonha?

Isto para não alargar a conversa ao futebol, que aí, então…