Um adjunto cinco salários

por Fernando Figueiredo | 2018.08.15 - 21:47

 

Faz umas largas semanas que os sectores mais atentos da sociedade viseense aguardavam a chegada do novo adjunto de Almeida Henriques e da respectiva esposa a quem foi atribuído o lugar de chefe de divisão. Contratar o marido e oferecer um salário, disfarçado de emprego, ao respectivo cônjuge começa a ser uma tradição deste executivo. Quem não se lembra de como chegou o actual vereador da cultura, após ter sido demitido em Lisboa?

A actual adjunta transita para as “Relações Internacionais“, cargo muito ao estilo “prateleira dourada“. No futebol, este cargo, normalmente é atribuído a quem, não tendo utilidade, não se quer ou não se pode demitir mas, querendo ser optimista, espera-se, não fazendo muita fé, que apresente resultados.

Toda esta história teria alguma piada se não estivéssemos a falar de 5 nomeações, bem remuneradas, em quase 6 anos, devido à necessidade de um adjunto. Partindo daqui percebemos porque é que Almeida Henriques dificilmente será reconhecido como bom gestor, apesar de muito trabalhar nas edições abonatórias ao seu perfil da Wikipédia. É bem provável que o núcleo de Comunicação necessite de tanta gente apenas e só para editar, garantindo que não é alterada, a entrada Almeida Henriques na Wikipédia.

Este executivo, por obra e influência de Sobrado está reduzido a “Imagem, Comunicação, e mais Comunicação”, tudo o resto pode cair ou é para esquecer. A oposição, cada vez mais reduzida a um homem só, Pedro Baila Antunes, com razão afirma: “Há cinco anos que os viseenses veem que muita coisa pode falhar, desde novas obras a questões ambientais, mas o que não falha é a imagem e a comunicação que tem de estar sempre afinada neste executivo”.

Já todos os viseenses perceberem que o dia em que tiverem acesso às contas da comunicação será memorável, infelizmente, pelos piores motivos. A dupla Almeida Henriques – Jorge Sobrado é isto, muita parra e pouca uva, muito dinheiro poucos resultados. Agora, não digam que não foram avisados.

 

Forjado na Beira Alta, aos 56 anos dá-se por bem casado e aprecia a companhia de três filhos, dois ainda na fase de espalhar magia a toda a hora; em família dá-se como feliz, apenas por o fazerem feliz. Como os duros estudou na Academia Militar, que não é para meninos e na época em que ainda se viajava de pé no comboio mas teve ainda tempo para queimar as pestanas em Gestão de Recursos Humanos. 36 anos “militarizado” vê-se agora na reforma a procurar ser “civilizado”. Em termos profissionais esteve no Iraque e voltou para contar, também esteve em Timor onde bebeu água de coco e visitou Jaco, erro fatal que lhe deixou o coração preso nas valorosas gentes timorenses e nas paisagens únicas do País que ajudou a ver nascer independente já no Séc XXI. Nos tempos livre actualiza o blog mais lido e odiado do delta do Dão, o Viseu Sra da Beira, e ainda escreve textos para jornais mas, poucos o lêem. Homem sem grande preocupação em fazer amigos, escreve o que entende sobre quem não consegue entender. Tais liberdades já lhe valeram um par de processos em tribunal, sem nunca se ter declarado Charlie. A genética deixou-o sem um único cabelo mas está careca de saber que os valores do trabalho, da honestidade e da amizade são o maior legado que o pai lhe deixou. Benfiquista moderado, gosta mesmo é de um bom jantar na companhia dos melhores amigos. Agora como empresário e homem de negócios só aceita de lucro o necessário para viver e distribuir por outros e de comissão a 100% a ética, a responsabilidade e o profissionalismo. É garantidamente mais bonito ao vivo que em foto.

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