Segundo Rogério Abrantes, presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Almeida Henriques prejudicou 13 municípios

por PN | 2019.01.14 - 19:03

 

Toda a gente sabe que Almeida Henriques sempre desejou ser o presidente da CIM Viseu Dão Lafões.

Alegando ter o maior número de habitantes, entendeu que Viseu é que devia comandar os destinos dos 14 municípios integrantes desta comunidade. Outrotanto não entenderam eles. Tão pouco Ana Abrunhosa, presidente da CCDR-c, chamada a intervir.

Assim, a sua recusa em aceitar a deliberação dos seus pares levou à saída de José Morgado, presidente da autarquia de Vila Nova de Paiva, consensualmente eleito.

Perante os factos e a oposição de Almeida Henriques, a deliberação baixou à CCDR-c que, de acordo com a legislação em vigor, determinou que a CIM teria interinamente à cabeça o autarca mais velho, Rogério Abrantes, de Carregal do Sal e como vices, os autarcas mais novos, João Azevedo, de Mangualde e Paulo Almeida, de Castro Daire.

Almeida Henriques nunca terá engolido esta “espinha”. Ademais, já em tempos tentara tirar a sede da CIM de Tondela, onde pontifica o seu companheiro António Jesus, para Viseu. Mas também neste desiderato, como normalmente, não teve sucesso.

Desta feita, o “truque” foi outro e a CMV recusou o seu agrément à transferência de competências para a CIM, desta forma e face aos estatutos, negando, entre outras, o acesso a candidaturas a fundos comunitários.

Rogério Abrantes, indignado, assim o disse:

“As consequências são muito graves para a região, porque a CIM não vai poder candidatar-se a mais nenhum projeto dentro destes quatro decretos-lei: turismo, justiça, fundos europeus e captação de investimento e associações de bombeiros.”

Ao que Almeida Henriques contrapõe: “Como não passamos cheques em branco ao Governo e não vamos assumir uma delegação de competências da qual não conhecemos o respetivo envelope financeiro, também não passamos um cheque em branco à CIM em matérias que não foram debatidas“.

Rogério Abrantes foi mais longe e referiu que Almeida Henriques terá mentido sobre os factos em discussão.

Afinal, quem será o “mentiroso“?