“Secos e Molhados” – Comemoração do 21 de Abril de 1989

por José Chaves | 2018.04.24 - 11:31

 

 

 

Mais um ano de Comemoração dos Secos e Molhados…

Que apraz dizer? 

Apraz uma vez mais, registar a importância desta data, a simbologia deste episódio e a importância que os intervenientes (desse dia e do passado) tiveram na abertura de portas, para que a liberdade sindical entrasse na PSP…

Qual o balanço?

O balanço em termos reais, práticos e lúcidos, é certamente positivo, em várias perspectivas e para tal, em muito contribuiu e contribui a ASPP/PSP…

Desafios no presente e qual o futuro?

Muitos problemas existem, muito caminho há para trilhar, desde logo, consagrar uma Lei Sindical que restitua a seriedade e normalidade na ação sindical e credibilize os sindicalistas, “anulando” os oportunistas irresponsáveis. Isto para que, estruturas fortes e capazes continuem a luta pela melhoria dos direitos dos polícias e por uma segurança pública de qualidade para as populações.

Subsidio de risco, Higiene e Segurança no Trabalho, Direito à greve, respeito pela especificidade da missão, remunerações justas, respeito por parte do poder politico e dos dirigentes, para com os seus profissionais e representantes.

No dia 21 de Abril de 2018, em Lisboa, comemorou-se os 29 anos do famigerado episódio “Secos e Molhados“.

Tratou-se de um sábado, sala muito bem composta com diversos colegas, preencheu a parte da manhã e a parte da tarde, com dois painéis, diversos intervenientes, sob um tema pertinente “Sindicalismo na PSP – Balanço e Desafios”.

Foi unânime quer interna, quer externamente, a capacidade de organização, a capacidade de “sedução” para permitir a presença de figuras públicas e políticos nas iniciativas, a criatividade na escolha dos temas a debater. A ASPP/PSP está de parabéns, pois foram muitos a dizê-lo.

Da parte da manhã, com a presença do Presidente do Conselho Europeu dos Sindicatos de Policia “Andreas Simoion”, do Dr. Carvalho da Silva (Ex-CGTP), do Ilustre Juiz Conselheiro Dr. Bernardo Colaço, do Prof. Dr. Luiz Moncada (Especialista em Direito Administrativo), ficou bem evidente que a proliferação de sindicatos só abona a favor do poder politico, só descredibiliza a PSP e o movimento sindical…
Antes, foi lida uma carta enviada pelo Sr. Ministro da Administração Interna, o qual, fazendo uma referência à data que se celebrava, não deixou de tentar tranquilizar os policias com anúncios políticos. Equivocou-se, confundindo sindicato com associação…
Foi também dado um bom contributo, mais técnico-jurídico a propósito do estatuto disciplinar e a forma como a PSP poderá estar a não cumprir normativos legais, no tratamento da disciplina na PSP.

“Esta atomização não é pluralismo sindical. Serve para dar à sociedade a ideia de divisão, descrédito e desacreditar o movimento sindical. É uma fantochada e uma vergonha. E é possível acabar com ela. Há que forçar regras de representatividade que não permitam esta bagunça”, salientou Carvalho da Silva, na sua intervenção na Conferência- “Sindicalismo na PSP – Balanço e Desafios, promovida pela ASPP/PSP. ”

Da parte da tarde, já na presença de deputados de vários partidos (PSD, PS, CDS, PCP) e do Prof. Rui Pereira (Ex-Ministro da Administração Interna), foram abordados os diferentes pontos de vista, dos respetivos deputados/partidos, a propósito da sua posição/opinião sobre algumas questões (Direito à Greve, Subsidio de Risco, Proliferação de Sindicatos, etc), ficando a plateia com essa noção.

Enalteceram no entanto, de forma unânime, a capacidade e credibilidade que a ASPP/PSP granjeia na sociedade e na distinção desta, para com as demais estruturas existentes.

Ficou bem evidente a “esquizofrenia” que a situação atual reveste, no que à proliferação de sindicatos diz respeito e a necessidade de estabelecer a representatividade, para que os verdadeiros sindicatos possam ser os interlocutores dos policias, junto das entidades.

Ficou bem claro que, o divisionismo sindical não é algo recente, e já no passado, após o aparecimento da ASPP/PSP (sob outra designação), outras tentativas de fragilização existiram…

O Presidente da ASPP/PSP (Paulo Rodrigues) não deixou de forma frontal e com enorme elevação, de elucidar os convidados/oradores da realidade que nos preenche, das dificuldades que vivemos, dos processos em curso, dos contributos que a ASPP/PSP tem dado, das perseguições que ainda existem, do muito que é o estado de espírito dos polícias.
Vincou ainda a irresponsabilidade dos policias que fazem nascer sindicatos, no entanto, apontando o dedo de forma mais vincada aos responsáveis políticos que criaram o quadro para que tal sucedesse, desvalorizando os avisos que foram deixados.

O texto e as fotos são da autoria de Paulo Jorge Santos, Vice-Presidente.

 

Alguma informação adicional;

https://www.facebook.com/asppp sp/videos/1875688199137771/

https://www.facebook.com/asppp sp/videos/1875590905814167/

https://www.dn.pt/portugal/int erior/pulverizacao-de-sindicat os-na-psp-e-partir-lhes-a-espi nha-9277282.html

https://www.facebook.com/asppp sp/videos/1875590905814167/

Vice-presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP)

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