Santana era…

por PN | 2018.01.15 - 10:08

 

 

As directas para a eleição do presidente do Partido Social Democrata deram a vitória a Rui Rio, o candidato do norte, ex-presidente da câmara municipal do Porto, e a derrota a Pedro Santana Lopes, o ex-quase-tudo.

Colhendo 54,3% dos votos, Rui Rio afirmou no seu discurso que  “o PSD não é uma agremiação de interesses individuais, nem um clube de amigos”, antes sendo o partido “reformista que irá devolver a vontade, a alma e a esperança” à social-democracia portuguesa.

Lapidares, os recados estavam dados.

Santana, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, cargo que perdeu, quando questionado ao que vai fazer, já não se cingiu ao “Vou andar por aí” (2004), antes dizendo “Vou continuar a combater politicamente.”

Veremos o porvir. Para já, o grande derrotado tem consigo outro rosto, o de António Almeida Henriques, o autarca viseense, que foi seu mandatário nacional.

Numa equipa, a derrota é colectiva e Almeida Henriques falhou, também, estrondosamente, na parte que lhe competia. E o resultado do distrito onde ele insiste em se auto-proclamar líder é disso prova cabal: Rui Rio obteve 922 votos, Pedro Santana Lopes 501 votos, nem sequer em “casa” ganhando.

Saiu-lhe o “tiro pela culatra” nesta colagem de oportunidade e quem perde somos nós, pois num futuro próximo e na mais optimista das perspectivas, Almeida Henriques podia ir embora de Viseu…

Assim, teremos que o “gramar” mais uns anos.

Por seu turno, Carlos Silva Santiago, o presidente da câmara municipal de Sernancelhe e presidente dos 19 municípios da CIM Douro, enquanto mandatário distrital, provou sem sombra de dúvida, que fez excelentemente o seu trabalho no terreno. Também o deputado Pedro Alves, presidente da distrital do PSD o provou e o provaram todos os mandatários concelhios.

Estão de parabéns.