Regresso de breves férias…

por PN | 2019.09.02 - 08:35

Curtas férias terminadas. Em Portugal, como quase sempre. As melhores praias. Um sol carinhoso e um peixe grelhado maravilhoso. Só isso quase bastava…

Retemperar o corpo e a mente para estar apto e com apetência (que é cada vez menor..) para “ler” tudo o que para aí vai e vem, silly season finada, com a certeza de que a “temperatura” vai subir durante os meses de Setembro e de Outubro, mormente em termos políticos, com as legislativas na estrada.

Mas isso é outra conversa. Para já, destes dias, uma clara noção: Toda a nossa costa atlântica é fantástica em termos de destino turístico. Pena é que os operadores, em geral, e porque lhes dá mais lucro, privilegiem as longínquas paragens e estejam agora, só, a despertar para este nosso imenso potencial e enorme mais-valia.

Talvez daí a consequência, por falta de ideias atractivas e chamativas, de o “turismo de mar” se cingir, no máximo, a quatro exíguos meses do ano, não havendo alternativas sugestivas para os restantes oito meses.

O mar oferece centenas de hipóteses, qual delas a mais estimulante em termos de atracção de plurais públicos. Porém, os nossos operadores, espartilhados com vários constrangimentos, limitam-se — sem imaginação — ao sazonal banho de praia… É pouco. É pena.

Festivais de peixe; festivais de marisco; desportos náuticos (o surf está a “dar”), lúdicos e de lazer; mini cruzeiros costeiros intercidades ou vilas piscatórias para a faixa etária sénior, com actividades diversificadas para essa “idade”, pois reformados com tempo e dinheiro (nomeadamente estrangeiros com reformas a triplicar e quadriplicar a média portuguesa…).

Talvez por isso encontremos negócios prósperos em Julho e Agosto, menos o sendo em Junho e Setembro e… em regra catastróficos no restante do ano.

A costa litoral portuguesa, em termos de oferta, está muito longe da procura que deveria ter.

As regiões de Turismo têm também as suas culpas. Mas não acontece assim por todo o Portugal, aquele que não se limita a Lisboa e ao Porto? E o interior, sem mar, sem esse grande chamariz, como há-de fortalecer-se turisticamente? Com outras ofertas, claro! Vide a região do Douro… que nos cruzeiros fluviais e no enoturismo encontrou parte da solução.

Há estratégias para todo o território. Há muitos operadores turísticos acomodados à realidade existente. De forma fatalista e pouco resiliente. Há muitos responsáveis nas regiões de Turismo falidos de ideias.. ou a viver de BTL’s, as quais são fundamentais mas não exclusivas da mostra de tudo quanto de bom temos… Arregacem as mangas e provem o que valem. Tenham imaginação e não se limitem ao proveito da prodigalidade que “cai do céu”… pois aqui, o céu é o limite!

Paulo Neto