Regresso às aulas

por Carlos Cunha | 2018.09.13 - 10:05

 

 

         O fim da Feira de S. Mateus (FSM) assinala o início do regresso às aulas. A propósito da FSM devo dizer que gostei da edição 626, que teve como mote os reencontros.

         Por falar em reencontros, Almeida Henriques vai tardando em reencontrar-se com os seus parceiros da Empresa Intermunicipal Águas de Viseu. Seria bom que o autarca viseense esclarecesse se vai ou não haver aumentos na tarifa da água e o que falta para se encontrar o tal equilíbrio de que fala o seu homónimo de Mangualde. Este será um tema escaldante que marcará a agenda política local e regional nos próximos tempos e que merece a máxima atenção.

Com o novo ano letivo a iniciar, há 800 novos alunos no Instituto Politécnico de Viseu (IPV). Consta na imprensa local que em 2017 havia mais 23. Mesmo com o aumento do valor da propina ter 800 novas almas a estudar e a viver na cidade é muito positivo e que sejam muito bem-vindos.

As mudanças para o ensino superior implicam algumas ansiedades e uma das principais consiste certamente em arranjar casa para partilhar ou quarto para ficar. Os valores pedidos por casas e quartos sobem de ano. O Estado nada diz sobre esta matéria, encolhe os ombros e deixa seguir a banda. Esta especulação ainda não está sob ponto de mira, mas devia.

Por Viseu, os estudantes podem ficar alojados nas residências do IPV, aqueles que não conseguirem aí arranjar acomodação também não poderão ir para a Residência de Estudantes do Centro Histórico, prometida, em 2013, em campanha eleitoral pelo então candidato Almeida Henriques. O Almeida Henriques, presidente, não deve ter gostado da ideia e resolveu engavetá-la, fazendo hoje parte do espólio das promessas ainda não cumpridas.

Falhada a residência para estudantes, optou-se, em seguida, por uma opção low cost a que deram o nome fofinho de Viseu Aconchega. Com este programa fomentava-se o convívio geracional entre residentes idosos do Centro Histórico que acolhiam nos seus lares estudantes do Ensino Superior em troca de companhia e algum auxílio nas tarefas quotidianas.

No entanto, pelas afirmações do Vice-Presidente da Autarquia o Viseu Aconchega deu raia e para já não há no horizonte qualquer vislumbre que garanta outras alternativas de alojamento aos estudantes do ensino superior.

Por Lisboa, o PS parece disposto a passar um cheque de 60 milhões de euros a Medina para que os transportes da capital fiquem mais baratos. Vamos todos pagar estas benesses concedidas aos lisboetas, só tenho pena de que não exista uma contrapartida para Viseu que podia passar por transportes escolares completamente gratuitos até ao final da escolaridade obrigatória.

A finalizar, os alunos da Escola Grão Vasco vão finalmente poder estudar numa escola digna e com as devidas condições. Nesta matéria, a autarquia viseense andou bem e foi corajosa atravessando-se quando o governo socialista decidiu recuperar outras escolas do país nomeadamente em Paredes de Coura, de onde o Ministro da Educação é oriundo, na EB/Secundária onde foram gastos mais de 2 milhões de euros.

Independentemente de todas as polémicas, entre Ministério da Educação e Sindicatos de Professores, estou certo de que todas as escolas saberão proporcionar aos seus alunos as melhores condições de aprendizagem. Se o conseguirão ou não isso são contas para outro rosário.

Carlos Cunha é militante do CDS-PP de Viseu e deputado na Assembleia Municipal. Licenciado em Português/Francês pela Escola Superior de Educação de Viseu concluiu, em 2002, a sua Pós Graduação em Educação Especial no pólo de Viseu da Universidade Católica Portuguesa.

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