Querem ser felizes? Sejam sementes!

por Joana Gomes | 2018.01.31 - 13:43

Hoje trago-vos um texto típico de uma “Guru da Felicidade”.

Claro que me ri quando assim me chamaram há tempos. Mas pela quantidade de crónicas motivacionais que tenho partilhado convosco ultimamente, é justo. É até natural que transpareça que tenho a mania que o sou uma espécie de “life coach”. Querem saber? Tenho mesmo!!! E quando me perguntam se há um segredo para a felicidade, digo sempre que não. Mas hoje sinto-me numa de dizer que há.

Querem ser felizes? Sejam sementes!

Há uns valentes meses o meu pai passou-me para as mãos um livro que andava a ler com os seus alunos nas aulas de apoio ao estudo. Um livro de Alves Redol, que retrata a vida de uma sementinha. Nada mais infantil para uma miúda como eu, cheia de idade para ter juízo – pensei. Mas, aborrecida com aquele dia de folga chuvoso, resolvi ler. E tive uma excelente surpresa (as coisas “infantis” sempre nos surpreendem!!!) – um pouco à semelhança do que aconteceu quando li “O Principezinho”.

Não sei quais eram as intenções de Redol ao escrever tal livro, suponho que elucidar as crianças para o percurso natural de uma semente. Mas a verdade é que, levada pelos desenhos onde a semente aparece personificada, ocorreu-me pensar sobre o lado filosófico desta aprendizagem. Temos então uma semente que, habituada à luz do dia, de repente se vê afogada num mar de terra, onde predomina o sufoco e a escuridão. Se não conseguem ver nada de profundo nisto, então nada mais o é!!

A nossa vida é exactamente assim, por vezes. E, em alguns casos, mais vezes do que aquelas que um ser humano poderia imaginar suportar. Todos nós temos momentos de trevas, em que nos é completamente impossível adivinhar a existência de um sol para além de tamanha escuridão. Nada nem ninguém parece saber dar-nos a solução para tamanha desgraça. Tudo é negro. Tudo está perdido.

No entanto, se nos focarmos naquilo que acontece com uma simples semente, aprendemos que sempre há algo a fazer. (introduzir frases como “para grandes problemas, grandes soluções.” ou “se estás a atravessar o inferno, continuar a caminhar!”) E esse “algo a fazer” é, nem mais nem menos,  continuar a viver. Enfrentar o problema. Quando mesmo no meio do inverno da nossa existência conseguimos encontrar bons motivos para saltar da cama todas as manhãs, ainda que com um aperto na boca do estômago, e fazer a nossa vida, então já ganhámos: somos os maiores lutadores! Dêem-nos taças, pódios, tudo aquilo a que um vencedor tem direito! Porque não há nada com mais poder no ser humano do que acreditar que tudo poderá mudar! Isso é a ignição de tudo. É que desistir é morte certa. E, bem sabemos que, dos fracos não reza a História!

Portanto, quando se virem derrotados, absorvam as energias que a terra envolvente vos dá, criem as vossas raízes para se manterem seguros no futuro e, de tronco direito, rasguem caminho até ao sol!

Sejam sementes.

Com muito amor, da vossa Guru da Felicidadde!!