Provavelmente, há candidatas mais tímidas…

por PN | 2017.09.26 - 20:29

 

 

Ao que apurámos, duas das candidatas à autarquia viseense não estiveram presentes no debate televisivo da Porto Canal. Ou porque se recusaram, ou porque o seu “carnet de bal” não o permitiu. A do CDS-PP e a do PAN.

Até percebemos que uma agenda decerto sobrecarregada tenha eliminado a possibilidade de dizer sim a um debate de ideias democraticamente benfazejo e arejado.

Percebe-se menos que o “Não” tenha sido por outros motivos que não de força maior, tais como acidente, doença e/ou outros. Por receio. Por inconstância. Por ligeireza. Por desrespeito para com os eleitores. Claro está que este cenário pessimista só por derradeira hipótese seria configurável.

As regras do “jogo democrático” não pressupõem a fuga ao frente-a-frente e à mais ampla troca de ideias, num diálogo esclarecedor e baseado no respeito plural.

Também é de difícil aceitação que as duas candidatas ausentes tenham pressentido ter já esgotado as suas “narrativas”, baseadas num programa cívico e interventivo, sério e muito bem consolidado/estruturado/estudado.

Muito menos é conjecturável que se tivessem sentido desconfortáveis por uma qualquer atitude de um qualquer outro candidato presente. Isso faria dos outros uns agressivos cidadãos e das ausentes uns “vidrinhos de cheiro”, fragilizadas pelo calor da refrega democrática de ideias.

Se estas duas protagonistas aceitaram o repto que a cidadania impõe aos cidadãos da polis, com certeza que estariam amplamente cientes das regras do jogo e conscientes de que o seu ideário, as suas propostas para Viseu, fundamento e substrato da sua missão autárquica, seriam ou são – já nem sabemos que tempo verbal usar – importantíssimas para todos, assim como enriquecedoras para a pluralidade dos players em cena (gosto deste vocábulo estrangeiro…).

Mas mesmo na remotíssima eventualidade desse respeito pelos outros não existir, existiria ou existirá certamente a consideração pelo acto ou função e pelos eleitores que vão às urnas no dia 1 de Outubro, sufragá-las, ao seu programa e ideário.

A implausível sensação de que “o vou porque não me apetece” é demasiado irrealista para ser considerada e só aqui se acrescenta porque a Rua Direita me pediu uma crónica com um mínimo de 9 parágrafos e este assunto da treta, bem espremido, nem para um período dá…