Os perigosos quotidianos viseenses

por PN | 2020.01.06 - 16:41

Vai a segunda-feira a meio e já o início da semana me corre aventureiro.

A saber:

Vou a pé de casa ao café, a pouco mais de 100 metros e, na passadeira junto ao Hotel Montebelo, uma rutilante break último modelo, vendo-me a mais de 50 metros, continuou, impávida e serena a sua marcha acelerada para o indefeso peão que corria o temível risco de atravessar a estrada no sítio para isso marcado e definido. Perto do “obstáculo” travou com sucesso, a “madama” que decerto estaria à espera que, em estilo de galgo, saltasse a correr para longe da sua assanhada fúria. Logo a seguir, a dita cuja, na rotunda cortou à direita para a Quinta do Bosque, claro está que sem sinalizar o acto. Uma reincidente perigosa… Temos que começar a tirar as matrículas e apresentar queixa na PSP por “tentativa de atropelamento.”

Pela volta do meio dia, na circular ascendente do Fontelo para a Casa de Saúde, inusitada fila. Um cavalheiro, no seu Honda preto, exuberantemente gesticulante estacionado a falar ao telemóvel, indiferente ao que se passava em seu redor e ao “bouchon” que competentemente criara.

Esta cidade está cheia de “laparotos” destes, descidos das luras das verças à urbe…

De destino à Loja do Cidadão para deparar com o acesso ao Hospital cortado. Ao que parece e já o tinha lido algures, está cortado há mais de um mês. Será da responsabilidade da CMV? Negligência, incúria, incompetência ou apenas falta de $$$ para acabar a obra, ou lá o que aquilo é?

De facto, uma artéria cortada é sempre transtornante para os utentes, mas de acesso a um Hospital… revela, no mínimo, inconsciente acção/planificação por parte dos responsáveis. A não ser que os arqueólogos do regime ali tenham descoberto nova extensão de muralha afonsina, cava do Viriato ou berço real…

A sair da Loja do Cidadão e a deparar com uma jovem a gritar e a agredir ao soco e à bofetada um outro jovem que, pálido, resistia serenamente aos vitupérios e agressões. Ademais, com quase o dobro da altura da agressora. Isto às portas do cemitério…

Perante tanto perigo… resolvi vir para casa, escalfeta nos pés e dedos a aquecer no teclado.

Viseu não é uma cidade para “velhos”…

Paulo Neto